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Minas Gerais reduz transmissão da doença de Chagas

Minas Gerais reduz transmissão da doença de Chagas

Sexta-feira | 12/12/2003 | 00:00·Atualizado em 25/06/2013 | 23:02
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O inquérito nacional para doença de Chagas, realizado em 2002, revelou que, entre as 11.920 crianças de 0 a 5 anos examinadas em Minas Gerais, todas residentes em zonas rurais, uma contraiu a doença. A suspeita é de que ela tenha sido contaminada por transmissão congênita. “O Estado sempre registrou casos de Chagas, principalmente nos 531 municípios endêmicos para a doença. Mas, atualmente, vivemos uma redução da transmissão”, explicou o consultor da Coordenadoria de Zoonoses da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Francisco Lemos.

O principal vetor da doença, conforme ressaltou Francisco Lemos, é o barbeiro Triatoma infestans, mas outras espécies, como o Triatoma sórdida, também pode transmitir Chagas. Minas Gerais recebeu, da Organização Pan-americana de Saúde (Opas), o Certificado de Eliminação da Transmissão da Doença de Chagas pelo Triatoma Infestans em 2001, o que resultou na redução da transmissão da doença no Estado. “Ainda temos pacientes chagásicos crônicos, porém, para estes, não existe tratamento específico”, afirmou o consultor.

Ele esclareceu que a doença de Chagas pode ser transmitida de três maneiras. Embora o Triatoma Infestans tenha sido erradicado, outras espécies ainda são encontrada em Minas Gerais, inclusive infectadas pelo Tripanossoma cruzi, o parasita causador da enfermidade. No entanto, estas espécies “têm uma importância menor na cadeia epidemiológica de transmissão porque não possuem hábitos intradomiciliares como a espécie infestans”, disse.

“Quando são encontrados, as autoridades sanitárias devem ser notificadas imediatamente para que os técnicos da saúde façam a borrifação com inseticida para eliminação do foco”, explicou Francisco Lemos.

Outra forma de transmissão da doença de Chagas é a congênita, quando a contaminação acontece da mãe chagásica para o filho. E a terceira é a transfusional (através de sangue contaminado), “que também não vem sendo registrada em Minas Gerais porque a Fundação Hemominas mantém um controle rigoroso da qualidade do sangue no Estado”, concluiu o consultor.