Minas inicia inquérito de Peste Suína Clássica
Minas inicia inquérito de Peste Suína Clássica
Técnicos do Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA) deram início nesta terça-feira (28) à coleta de material para análise do rebanho suínicola do Estado, com a finalidade de provar a não presença da atividade viral da Peste Suína Clássica (PSC) em território mineiro. Durante a coleta que se prolongará até 30 de novembro, serão colhidos em todo o Estado 2.522 amostras de soro em 254 granjas.
Considerando o sistema de produção mineiro, o IMA irá colher soro em 67 granjas de suínos, sete granjas de javalis e 180 criatórios de suídeos. O material será processado no Laboratório de Referência Animal do Ministério da Agricultura (LARA-MG), em Pedro Leopoldo(MG).
Desde o início de outubro, 13 Estados brasileiros e mais o Distrito Federal estão fazendo o Inquérito Soroepidemiológico em seus rebanhos suinícolas, com objetivo de realizar as atividades de vigilância ativa para a manutenção da condição de zona livre de PSC, com a comprovação da ausência de atividade viral. A zona livre da doença no Brasil representa uma área de grandes dimensões e com diferentes realidades e características em relação à produção suinícola, sendo então, necessário subdividi-la em outras regiões menores, buscando agrupar a população sob estudo em subpopulações, onde foram envolvidos rebanhos com características estruturais e produtivas semelhantes.
Assim, cada subpopulação definida é encarada como população independente. Desta forma, foram constituídas quatro grandes áreas para granjas de suínos, granjas de javalis e criatórios de suídeos, distribuídas da seguinte maneira: subpopulação 1 – Rio Grande do Sul; 2 – Santa Catarina; 3 – Paraná: 4 – Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Sergipe, São Paulo, Tocantins e Distrito Federal.
A Peste Suína Clássica é uma doença sem tratamento. É viral, hemorrágica e provoca alta mortalidade do rebanho, além de ser uma barreira econômica e sanitária. O território mineiro já está desde de 1990 sem ocorrência da doença e é considerado como área livre.
Diferente da febre aftosa, para a PSC não há maiores exigências por parte de organismos internacionais. Uma das poucas exigências é por parte do Escritório Internacional de Epizootias (OIE) que pede aos governos estaduais que constituam um Fundo de Seguro para os suinocultores. O Estado de Minas Gerais já possui este Fundo desde 1995 através da Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (ASSEMG). É um Fundo inteiramente privado e gerido pelos próprios criadores. Caso apareça sintoma da doença no território mineiro, a própria Associação terá recursos para eliminar todo o rebanho contaminado e pagar as indenizações ao criador.