Minas já tem representante na Academia Brasileira de Extensão Rural
BELO HORIZONTE (24/10/07) - O engenheiro agrônomo Willy Gustavo de La Piedra Mesones (58), coordenador Técnico Regional da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), em Uberaba, foi eleito, com 408 votos, membro permanente da Academia Brasileira de Extensão Rural (Aber).
A entidade foi criada pela Associação Brasileira de Extensão Rural (Asbraer), tendo como um dos objetivos recuperar e resguardar a memória da extensão rural. “O conhecimento emancipa, a sabedoria se acumula e não pode ser perdida, tem de ser compartilhada, precisamos documentar as nossas ações”, ressalta José Silva Soares, presidente da Emater-MG.
Willy Gustavo, que faz parte da Emater-MG há 30 anos, recebeu uma medalha e um diploma de titulação da Academia Brasileira de Extensão Rural durante a solenidade de posse dos 34 membros da Academia, realizada dia 03 de outubro, na Câmara Federal, em Brasília. No dia seguinte, a Aber se reuniu para a realização da eleição de sua diretoria.
De acordo com o engenheiro agrônomo, algumas ações já estão sendo realizadas. "Estamos buscando a aprovação do dia 6 de dezembro como o Dia do Extensionista Rural, o que será muito importante para todos. Escolhemos esse dia porque foi a data de fundação da primeira empresa de extensão rural do Brasil, exatamente em Minas Gerais”, explica.
Willy Gustavo afirma que se sentiu honrado e com muita responsabilidade diante da indicação dos colegas para que ele se tornasse o representante de Minas Gerais na Academia Brasileira de Extensão Rural. “O momento não poderia ser mais oportuno para este trabalho de recuperação da memória nacional da extensão rural, quando se luta por uma verdadeira revolução no setor, mobilizando parceiros e extensionistas em todo Brasil, para repensar e refazer os caminhos desse serviço no país", enfatizou.
Sobre a Emater-MG, Willy Gustavo explica que a Empresa desenvolve um trabalho muito mais ligado ao homem do que ao produto, ou seja, a família rural é o foco das ações. O engenheiro já trabalhou na região de Muriaé, Unaí e Viçosa. Ele é formado pela Universidade Rural do Rio de Janeiro, tem mestrado em Fitotécnica pela Ufla e é um dos autores da Mexpar e membro da Comissão Estadual do Projeto Inovar.
A Academia
Composta por membros natos (ex-presidentes da Asbraer) e honorários (técnicos com mais de 15 anos de atuação extensionista), escolhidos em eleição direta pelos funcionários da respectiva empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de cada Estado, a Academia busca legitimar a abrangência de atuação dos extensionistas rurais que hoje chegam a aproximadamente 15 mil pessoas em todo Brasil, preservando, dessa forma, a memória do trabalho da Extensão Rural Brasileira.
Hur Ben Corrêa da Silva (Emater-PR) é o presidente da Academia, que tem como vice Maria Helena Bicudo (Agraer-MS). Para o Conselho Fiscal foram eleitos como titulares Marcos Inácio Fernandes (Seater-AC), Willy Gustavo De La Piedra Mesones (Emater-MG) e Maria José Alves de Freitas Oliveira (Ematerce-CE), e como suplentes Carlos Alberto Vilela Barbosa (Ipa-PE), Voltaire Mesquita Cezar (Epagri-SC) e Helvécio Magalhães Ribeiro (Agênciarural-GO).