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Minas lidera crescimento da produção industrial no Brasil

Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que, em setembro, enquanto os indicadores regionais da produção industrial mostraram queda em 8 dos 14 locais pesquisados, na comparação com o mesmo mês de 2004, Minas liderou com 4,8% de crescimento, bem acima do índice nacional (0,2%).

Sexta-feira | 11/11/2005 | 11:05·Atualizado em 28/05/2013 | 02:38
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BELO HORIZONTE (11/11/05) – O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou hoje que, em setembro, enquanto os indicadores regionais da produção industrial mostraram queda em oito dos 14 locais pesquisados, na comparação com o mesmo mês de 2004, Minas Gerais liderou com 4,8% de crescimento, bem acima do índice nacional (0,2%). Foi o vigésimo sexto mês consecutivo de crescimento da indústria de Minas, que foi seguida por Pará (4,7%), Rio de Janeiro (4,4%), Amazonas (2,6%), Bahia (2,4%) e Espírito Santo (2,3%).

Todas as regiões que ficaram abaixo da média registraram taxas negativas: São Paulo (-1,1%), interrompendo uma seqüência de 22 resultados positivos, Pernambuco (-1,8%), Rio Grande do Sul (-2,8%), região Nordeste (-3,2%) e Goiás (-6,8%). Em Santa Catarina, Paraná e Ceará a redução chegou aos dois dígitos: -10,2%, -11,6%, -12,4%, respectivamente.

Em bases trimestrais, observou-se que no período julho-setembro deste ano, em relação a igual período de 2004, nove das 14 áreas pesquisadas assinalaram expansão, mas apontaram desaceleração em relação aos trimestres anteriores. Na passagem do segundo para o terceiro trimestre, 11 locais apresentaram perda de dinamismo, confirmando assim a ampliação do movimento de desaceleração no ritmo industrial, já observado em nível setorial, nos índices para o total do país.

No indicador acumulado no ano, em relação a igual período de 2004, Minas Gerais, com 6,8% de acréscimo, está em segundo lugar e houve crescimento em todas as regiões pesquisadas, exceto Rio Grande do Sul (-3,3%), efeito do cenário desfavorável no setor agrícola. Neste índice, a indústria amazonense foi a de maior dinamismo, com aumento de 15,9%. Com taxas acima ou igual à média nacional (3,8%) figuraram, ainda: Goiás (4,7%), São Paulo (4,6%), Bahia (3,9%) e Pará (3,8%).

Para o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Wilson Nélio Brumer, os esforços do setor produtivo ocorrem principalmente em função do clima de confiança reinante do Estado, cujo governo não tem poupado esforços para incentivar o setor produtivo.

“Esse incentivo se consubstancia com medidas práticas, como o diálogo constante, a facilitação da vida empresarial, a redução da carga tributária para alguns setores mais voltados para o consumo de massa e a não ingerência nas questões empresariais”, destacou.

O secretário entende que a política de gestão posta em prática também vem contribuindo para o sucesso dos indicadores econômicos mineiros. Ele citou a eliminação do déficit fiscal, a colocação dos pagamentos aos servidores e fornecedores em dia e a recuperação de investimentos por parte do Estado. “Já catalogamos mais de R$ 80 bilhões em investimentos produtivos no Estado, beneficiando todas as regiões”.

Brumer lembrou que, dos 14 setores pesquisados da indústria mineira, 11 indicam crescimento no acumulado nos nove meses do ano. “Isso demonstra que Minas está diversificando sua produção industrial, tornando menos dependente da sazonalidade e perseguindo um crescimento sustentável”, concluiu.

De acordo com o IBGE, os resultados regionais confirmaram o perfil de crescimento do ano, apoiado, principalmente, na produção de bens de consumo, tanto de duráveis quanto de semiduráveis e não duráveis, além da contribuição vinda das exportações. Nessa comparação, as demais áreas registraram os seguintes resultados: região Nordeste (3,1%), Paraná (2,8%), Pernambuco (1,7%), Espírito Santo (1,7%), Rio de janeiro (1,6%), Santa Catarina (1,4%) e Ceará (1,0%).

Em setembro, a produção industrial de Minas Gerais apresentou crescimento nos principais indicadores pesquisados: 4,8% na comparação com igual mês do ano anterior, 6,8% no acumulado nos nove primeiros meses do ano e 6,5% no acumulado nos últimos doze meses. Todos os índices foram superiores aos verificados na média do país: 0,2%, 3,8% e 4,4%, respectivamente.

Essa expansão foi sustentada, sobretudo, pelo bom desempenho da indústria extrativa (10,6%). A indústria de transformação ampliou a produção em 3,9%, com resultados positivos em 10 dos 12 setores pesquisados. Os maiores destaques foram alimentos (4,2%), produtos de metal (14,4%) e refino de petróleo e produção de álcool (8,9%). Por outro lado, os únicos resultados negativos foram observados em bebidas (-7,2%) e em fumo (-4,5%).

Na análise do terceiro trimestre do ano, observou-se aumento de 5,2%, porém com desaceleração no ritmo produtivo, uma vez que no segundo trimestre a expansão foi de 8,6%, ambas as comparações em relação ao mesmo período do ano anterior. Esta diminuição de ritmo foi observada em oito das 13 atividades pesquisadas, com os principais destaques vindo de veículos automotores (de 21,7% para 4,5%) e de minerais não-metálicos (de 18,9% para 5,6%).

O crescimento de 6,8% no indicador acumulado no ano refletiu a expansão registrada tanto na indústria extrativa (13,3%), favorecida pelo bom desempenho de minérios de ferro, como na indústria de transformação (5,8%), com aumento em nove das 12 atividades pesquisadas. Os principais destaques positivos foram veículos automotores (12,4%) e produtos de metal (37,6%). Entre os que assinalaram resultados negativos, metalurgia básica (-4,0%) e bebidas (-13,2%) exerceram as maiores pressões.

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