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Minas pode aumentar a exportação de produtos lácteos

Quarta-feira | 16/07/2008 | 17:06·Atualizado em 27/05/2013 | 18:02
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BELO HORIZONTE (16/07/08) - O ex-ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Marcus Vinicius Pratini de Moraes disse que os países emergentes têm um potencial enorme para serem transformados em grandes compradores de produtos lácteos de Minas Gerais e outros estados brasileiros. Pratini de Moraes esteve em Juiz de Fora, nesta terça-feira (15), participando das atividades do Pólo de Excelência do Leite, dentro da programação do XXV Congresso Nacional de Laticínios, promovido pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) e que se estende até quinta-feira (17).

Na abertura do evento, o secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Alberto Duque Portugal, reafirmou o papel dos pólos de excelência criados pelo Governo de Minas. A exemplo dos demais, o Pólo de Excelência do Leite trabalha como articulador entre as diferentes competências, integrando pesquisa e negócios, visando à consolidação da liderança de Minas nesse segmento econômico. Ele ressaltou o conhecimento e a visão estratégica do ex-ministro Pratini de Moraes sobre o comércio internacional do Brasil e suas potencialidades para exportação.

Ao abrir o painel Oportunidades do Agronegócio Brasileiro no Mercado Internacional, Pratini explicou que o Brasil é detentor de terra, solo, água, tecnologia e capacidade empresarial no campo. “Se olharmos o mapa veremos que o mundo precisa do Brasil para comer. Na carne, éramos importadores, hoje somos os maiores exportadores do mundo”, explica. O Brasil vende para 184 países o equivalente a 27,5% de toda sua produção. A Rússia é o maior comprador com 23% do total exportado.”, afirmou Pratini ao apostar que o país poderá alcançar, em alguns anos, a liderança em outros segmentos da economia, como derivados do leite e biocombustíveis. Em sua opinião, países emergentes como China, Rússia e Índia são grandes mercados a serem explorados com um enorme potencial de crescimento.

Na produção de leite, o país ocupa a 7ª posição com 27 bilhões de litros no ranking liderado pelos Estados Unidos, cuja produção chega a 70 bilhões de litros. Minas Gerais é responsável por 1/3 da produção nacional. Contudo, Pratini ressaltou a necessidade de o Brasil melhorar a produtividade do rebanho, a qualidade do leite e investir em tecnologia para agregar valor aos seus produtos. “Chega de exportar matéria-prima. O nosso grau de profissionalismo ainda é muito precário, mas podemos mudar esse quadro”, alertou. A exportação brasileira de lácteos ficou em US$300 milhões em 2007 e a expectativa para 2008 é de um crescimento de 100%.