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Minas Sem Lixões garante melhor disposição de resíduos no Estado

Levantamento realizado pela Feam mostra que, no final de 2006, havia seis milhões de pessoas beneficiadas com aterros sanitários e usinas de triagem. O resultado representa crescimento de 140% em comparação aos 2,5 milhões de habitantes que possuíam tal benfeitoria no ano de 2002.

Terça-feira | 02/01/2007 | 17:39·Atualizado em 01/06/2013 | 00:54
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BELO HORIZONTE (02/01/07) – O Minas sem Lixões, programa implementado pelo Governo do Estado para orientar e assessorar os municípios na implantação de sistemas adequados de disposição e tratamento de resíduos sólidos urbanos, contabiliza ganhos significativos para a natureza e a população mineira. Levantamento realizado pelos técnicos da Divisão de Saneamento (Disan), da Fundação Estadual de Meio Ambiente (Feam), mostra que no final do ano passado havia seis milhões de pessoas beneficiadas com aterros sanitários e usinas de triagem. O resultado representa crescimento de 140% em comparação aos 2,5 milhões de habitantes que possuíam tal benfeitoria em dezembro de 2002, quando começou o Minas sem Lixões.

“A expectativa é que esses números cresçam ainda mais, já que cerca de 400 prefeituras, que ainda têm lixões, assinaram Termo de Ajustamento de Conduta (TAC)”, avalia a gerente da Disan/Feam e coordenadora do Minas sem Lixões, engenheira sanitarista Denise Marília Bruschi.

O documento, explica a técnica da Feam, estabelece o compromisso do município em executar a minimização dos impactos ambientais na área de disposição final de lixo até o final de março de 2007, convertendo o valor da multa em medidas de recuperação da área degradada e, mais 30 dias, quando a alternativa para atendimento à legislação ambiental pressupor a aquisição de nova área para o depósito de resíduos.

Em 2006, técnicos da Feam percorreram quase todo o Estado para atualizar o diagnóstico dos municípios em relação à destinação dos resíduos sólidos urbanos. A equipe da Divisão de Saneamento visitou 812 cidades dos 853 municípios mineiros e constatou que os municípios com lixões reduziram de 564 para 520. Cerca de mais 15 aterros controlados foram implementados e 58 Usinas de Triagem e Compostagem encontram-se regularizadas.

Atualmente, 31 municípios já implementaram sistemas adequados de disposição final de resíduos – em 2005 eram 22. Os municípios de Santana do Deserto, Volta Grande e Claraval dispõem seus resíduos em outros estados. Em 2005, somente Claraval transportava o lixo para tratamento em São Paulo.