Ministra da Saúde de Ruanda conhece o projeto Mães de Minas em seminário na Áustria
Comitiva da Secretaria de Estado de Saúde apresentou os avanços obtidos em dois anos do projeto, direcionado à saúde da gestante e do bebê
Quinta-feira | 12/12/2013 | 11:04·Atualizado em 12/12/2013 | 11:12
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Minas Gerais encerrou, nesta quinta-feira (12), a sua participacão no “Salzburg Seminar the Drive for Universal Heath Coverage: Health Care Delivery Science and the Right to Hight – Value Health Care”, seminário realizado pelo Banco Mundial, desde o último domingo, na cidade de Salzburg, na Áustria. O evento contou com a participação da comitiva da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES) que, neste último dia, apresentou o plano de ação do projeto Mães de Minas para a ministra da Saúde de Ruanda, Agnes Binagwaho.
O plano foi desenvolvido pela comitiva da Secretaria, composta por Marta de Sousa Lima, João Luiz Soares, Mônica Vallone, Gisele Bicalho e Joney Fonseca, com a assessoria do economista Roberto Iunes, do Instituto Banco Mundial. Na oportunidade, a coordenadora estadual do Programa Viva Vida, Mônica Vallone, descreveu os avanços obtidos nos dois anos de implantação do projeto Mães de Minas, voltado para a vigilância da saúde da gestante e do bebê, e que se estrutura a partir do monitoramento remoto das grávidas de todo o estado.
“Nossa maior preocupação em Minas é com a redução da mortalidade materna e infantil. Nesses primeiros dois anos identificamos 135 mil gestantes. O desafio, agora, é aprimorar o acompanhamento. Para isso, além de capacitar os agentes comunitários de saúde, estamos inserindo o uso de tablets, com software desenvolvido especificamente para o projeto. Essa ferramenta vai possibilitar maior segurança e agilidade no acompanhamento da gestação”, explicou.
A ministra, ao ser questionada por Mônica Vallone, sobre como e a experiência de Ruanda no acompanhamento das gestantes de alto risco por agentes comunitários de saúde, respondeu que, em seu país, os agentes são voluntários, eleitos pela própria comunidade, o que favorece uma relação de confiança entre gestante e aquele que a acompanha. “Nossa aposta é no agente, na interação com a pessoa. Para isso, nós os capacitamos. As mulheres se sentem seguras, pois sabem que sempre podem recorrer ao vizinho em busca de ajuda, de apoio”. A ministra de Ruanda ainda completou, que "o plano de vocês é muito bom. Vocês estão no caminho certo. Tem tudo para dar certo, pois envolve todos os aspectos necessários para o alcance da meta proposta", disse.
Após a participação de Mônica Vallone, a sessão continuou com a apresentação de outros doze planos dos países participantes e a Ministra, que participou do evento por videoconferência.
Ministra da Saúde na Ruanda
A pediatra e ministra Agnes Binagwaho é membro do Departamento de Saúde Global e Medicina Social na Harvard Medical School desde 2008. Atua na Forca Tarefa Global de Expansão do Acesso aos Cuidados e Controle do Câncer nos Países em Desenvolvimento. Participa das Comissões “Mulher e Saúde” e “Investimento em Saúde” da Lancet Global Health journal. Binagwaho também atua na Assessoria Internacional de Estratégias do Instituto Global de Inovação em Saúde do Imperial College London. Recebeu o título de Doutora Honoris Causa da Ciência pelo Dartmouth College em 2010 e, atualmente, faz pós doutorado na Universidade Nacional de Ruanda.
O projeto
O Mães de Minas, lançado em 2011, é um projeto idealizado pelo Governo de Minas como recorte da Rede Viva Vida. Hoje, é o maior programa estadual do país neste segmento e atua com várias ações de saúde. Seu objetivo é acolher e identificar 100% das gestantes mineiras. Para que elas possam ter acesso ao acompanhamento gratuito, é necessário somente o cadastro pelo telefone 155.
Todas as informações recebidas são preservadas e é garantido o sigilo dos dados coletados. Após o cadastro, a gestante é monitorada em sua gravidez, do pré-natal até o primeiro ano do bebê. Com isso, ela poderá tirar as dúvidas e receber orientações sobre sua gestação.