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Notícia

Modelo de PPP do Mineirão é tema de visita do governo uruguaio ao estádio

Grupo, que destacou o avanço de Minas Gerais na modalidade, veio em busca de informações para subsidiar projetos similares no país

Quinta-feira | 25/07/2013 | 15:27·Atualizado em 25/07/2013 | 15:31
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Comitiva uruguaia conheceu as dependências do Estado e elogiou o trabalho do Governo de Minas
Comitiva uruguaia conheceu as dependências do Estado e elogiou o trabalho do Governo de Minas / Crédito: Alexandra Martins/Secopa MG

Uma comitiva do governo uruguaio realizou uma visita ao Mineirão, na manhã desta quinta-feira (25), para conhecer detalhes do contrato de parceria público-privada (PPP) desenvolvido pelo Governo de Minas. O grupo veio colher informações para subsidiar projetos similares em planejamento no país vizinho.

Segundo a assessora Silvina Panizza, existem hoje quatro propostas de PPP em andamento no Uruguai: um complexo penitenciário, uma rodovia, uma via férrea e um porto. “É muito importante estar aqui porque Minas Gerais é um dos estados mais avançados do Brasil nessa modelagem. Precisamos reunir o máximo de experiências para nos auxiliar nos trabalhos que realizamos em nosso país”, afirmou Silvina. O governo uruguaio já esteve em outros países como Suíça, Inglaterra, Chile, Peru e México para visitas com propósito similar.

“A viabilidade econômica do Mineirão será um dos grandes legados que a Copa do Mundo da Fifa Brasil 2014™ vai deixar para a capital mineira. O estádio, entregue aos torcedores em 21 de dezembro de 2012, é financeiramente sustentável”, observa Tiago Lacerda, secretário da Secopa.

Para atingir esse objetivo, o Governo de Minas optou por um modelo de negócio que privilegia a modernização da infraestrutura, valoriza o complexo arquitetônico da Pampulha e busca o mais alto padrão internacional de operação do estádio, com conforto e segurança. Um modelo que também inova na visão comercial, ao enxergar o torcedor como cliente.

As obras do novo Mineirão foram realizadas com recursos do Governo de Minas nas primeiras duas fases do planejamento. Já a terceira etapa foi realizada por meio da modalidade parceria público-privada (PPP). Inspirada em exemplos bem-sucedidos de países como Alemanha, Holanda, França e Cingapura, na gestão compartilhada o Estado não investe recursos públicos diretamente na obra e o vencedor da licitação se responsabiliza pelos investimentos e pela execução das obras.

A empresa Minas Arena, constituída pelas construtoras Construcap S.A. Indústria e Comércio, Egesa Engenharia S.A. e Hap Engenharia Ltda, venceu a licitação em 2010 para executar a reforma do Mineirão. Hoje, é responsável também por manter e operar o estádio em contrato válido por 25 anos. Nesse modelo, o Estado monitora a reforma e, depois da reabertura, fiscaliza o funcionamento da arena. O contrato estabelece cerca de 200 indicadores de desempenho para assegurar a qualidade do serviço prestado pelo parceiro privado.

Para garantir qualidade, foram estabelecidos em contrato indicadores que, de acordo com o cumprimento, influencia o repasse mensal. Uma empresa verificadora independente analisa quatro índices: Índice de Qualidade (ressalta a satisfação dos torcedores, patrocinadores, clubes, federações e imprensa com o serviço prestado pela concessionária), Índice de Disponibilidade (avalia o grau de disponibilidade das áreas técnicas, VIP, padrão, estruturas gerais e entorno do Mineirão), Índice de Conformidade (avalia a conformidade às normas, certificados e relatórios exigidos) e Índice Financeiro (avalia o desempenho financeiro da concessionária e a conquista das metas financeiras estipuladas no edital de licitação e concorrência).

PPPs Minas e no Brasil

O Programa de Parceria Público-Privada, desenvolvido pela Unidade de PPP, vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, instituiu as bases para a modernização da gestão de infraestrutura econômica e social no Estado, a partir do envolvimento do setor privado. Minas Gerais é o Estado com o maior número de contratos de PPP em execução no Brasil e foi reconhecido em 2012, pela revista britânica World Finance, como o melhor programa do gênero no mundo. Os contratos elaborados em Minas também foram classificados entre os melhores exemplos de boas-práticas de financiamentos de PPP na América Latina pelo Banco Mundial, listados no guia “Como envolver o setor privado nas PPPs em Mercados Emergentes”. 

O Brasil possui atualmente cerca de 24 contratos assinados de PPP, o que demonstra que o modelo constitui uma inovação ainda em crescimento. Do total, quatro estão em Minas: Rodovia MG-050, Complexo Penal, UAI e o estádio Mineirão. O Estado tem, ainda, uma linha de projetos a ser lançada no mercado, que somam cerca de US$ 5 bilhões em valor de capital para os próximos três anos.