Logo Agência Minas
Logo da Agência Minas

Notícia

Montes Claros inicia classificação de risco nas unidades de saúde

Protocolo de Manchester será aplicado no pronto atendimento Alpheu de Quadros antes de chegar às unidades de saúde.

Segunda-feira | 07/05/2012 | 12:22·Atualizado em 23/06/2013 | 10:56
Compartilhar no Facebook
Compartilhar no LinkedIn
Compartilhar no X
Compartilhar no WhatsApp
Enfermeiros receberam treinamento da SES para novo modelo de atendimento
Enfermeiros receberam treinamento da SES para novo modelo de atendimento / Crédito: Jerúsia Arruda / SES

O pronto atendimento Dr. Alpheu de Quadros Gonçalves, em Montes Claros, Norte de Minas, iniciou o processo de implantação de classificação de risco através do Protocolo de Manchester nesta segunda-feira (07). A implantação está sendo realizada pelo município com a supervisão do Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES). O objetivo é tornar o atendimento mais ágil e eficaz.

Segundo o secretário Municipal de Saúde, Geraldo Edson de Souza Guerra, a prefeitura vem se preparando para implantar a classificação nas unidades da Estratégia Saúde da Família. “As pessoas estão acostumadas a serem atendidas por ordem de chegada e, com a classificação de risco, será mudada a dinâmica de atendimento, que vai priorizar os pacientes em condições mais graves. As unidades de saúde das grandes áreas de atendimento já estão treinadas e prontas para iniciar a classificação, mas vamos iniciar pelo Alpheu de Quadros para preparar as pessoas e diminuir o impacto com a mudança nesse primeiro momento”, explica.

Em Minas Gerais, a Classificação de Risco está sendo implantada em todos os pontos de atenção à saúde (unidades básicas, unidades mistas, pronto atendimento, pronto socorro hospitalar, hospitais gerais e especializados). A medida possibilita utilizar uma linguagem comum com critérios uniformes que permite estabelecer o melhor local para atendimento no menor tempo possível.

A Superintendência Regional de Saúde de Montes Claros iniciou em 2009 a implantação da classificação de risco na atenção primária dos 53 municípios sob sua jurisdição e em Pirapora, com um total de 320 equipes de ESF a serem treinadas. Os municípios receberam todo o equipamento necessário para a realização da classificação. Em Montes Claros, a Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais (SES-MG) entregou 94 trius, além de oxímetros e termômetros timpânicos, equipando as unidades para iniciar o processo. O município possui 79 equipes de ESF cobrindo 59% da população.

Olívia Pereira de Loiola, superintendente regional de Saúde, diz que a expectativa é que, neste ano, o processo já dê um resultado positivo. “Nos municípios onde não é feita a classificação nas unidades básicas de saúde, como Montes Claros, a maior demanda dos hospitais são pacientes que deveriam ser atendidos na atenção primária. Ao realizar a classificação na unidade de saúde, a tendência é que somente os paciente urgentes cheguem ao pronto socorro, tirando a sobrecarga dos hospitais”, avalia a superintentende.

Pronto Atendimento

De acordo com a coordenadora do Alpheu de Quadros, Gleuce Ferrreira dos Santos, o hospital realiza cerca de 260 atendimentos/dia, nas áreas clínica e pediátrica e possui toda a infraestrutura necessária para funcionar como pronto atendimento.  Segundo ela, nos casos mais graves é feito o primeiro atendimento e acionado o Samu para que o paciente seja encaminhado ao hospital e receba o atendimento adequado.

Apesar de ser um pronto atendimento, Gleuce diz que a unidade recebe uma grande demanda espontânea de pacientes que deveriam ser atendidos na atenção primária. “Por isso estamos iniciando a classificação de risco pelo Alpheu de Quadros. Além de redefinir o fluxo de atendimento, vamos orientar a população de forma que ela possa ser atendimento no local mais adequado”, observa.

Classificação de Risco

O objetivo da classificação de risco não é fazer um diagnóstico, mas sim definir uma prioridade clínica para o primeiro atendimento médico. Através do Protocolo de Manchester é possível identificar rapidamente os pacientes permitindo atender em primeiro lugar casos mais graves e não os que chegam primeiro.

Ao procurar o serviço, o paciente é encaminhado para o setor de triagem onde é atendido por um enfermeiro responsável por identificar os motivos que o levaram a buscar atendimento. Na triagem, o enfermeiro identifica sinais que permitam atribuir o grau de prioridade clínica no atendimento e o tempo máximo de espera recomendado. O paciente, então, é identificado com uma cor (vermelho, laranja, amarelo, verde ou azul), que corresponde à gravidade do caso, até a primeira observação médica.

Aos doentes com patologias mais graves é atribuída a cor vermelha, que corresponde a atendimento imediato. Os casos muito urgentes recebem a cor laranja, para serem atendidos em dez minutos. Aos casos de gravidade média é atribuída a cor amarela, com prazo máximo de atendimento em uma hora. Os pacientes que recebem as cores verde e azul representam casos de menor gravidade, podendo ser atendidos em um espaço de tempo maior.