Moody’s eleva classificação de risco do Estado de Minas Gerais
Minas teve a nota de classificação de risco elevada pela Moody’s, uma das maiores agências de classificação de risco. O Estado conseguiu sair da classificação B1 para B3, na escala global em moeda local e em moeda estrangeira. Minas passou a oferecer menor risco de crédito ao investidor
BELO HORIZONTE (05/10/07) – Minas Gerais teve a nota de classificação de risco elevada pela Moody’s, uma das maiores agências de classificação de risco do mundo. O Estado conseguiu sair da classificação B1 para B3, na escala global em moeda local e em moeda estrangeira. Na prática, isso significa que Minas passou a oferecer menor risco de crédito aos investidores.
Segundo o relatório da Moody’s, divulgado na quinta-feira (4), a perspectiva para o rating – avaliação de risco - de Minas é estável e a elevação da nota reflete a contínua melhora no desempenho financeiro do Estado, com a perspectiva de continuidade do progresso fiscal obtido nos últimos anos.
Na avaliação da Moody’s, a implementação de reformas administrativas tem sido fundamental para a melhoria do desempenho do Estado. Entre 2003 e 2006, a implementação do Choque de Gestão contribuiu para melhorar o desempenho fiscal de Minas Gerais, como a modernização administrativa, o saneamento das contas públicas, avanços no sistema tributário estadual, racionalização de gastos e redução das despesas com controles aperfeiçoados e centralização de compras (pregão eletrônico e presencial).
Minas Gerais saiu de um déficit de R$ 2,4 bilhões, em 2003, para um superávit de R$ 81 milhões, em 2006. O Estado conseguiu atrair, nos últimos quatro anos e meio, investimentos de R$ 112 bilhões, em vários segmentos produtivos, para implementação até 2010. Ainda segundo o relatório da Moody’s, a relação dívida/Receita Líquida Real tem melhorado nos últimos anos em decorrência do aumento da receita estadual. Desde 2002, a relação entre o tamanho do superávit primário e o total das receitas correntes aumentou de 2,8% para 23,3%, devido à política de racionalização de gastos.
Capacidade de pagamento
A escala global em moeda estrangeira é uma avaliação da habilidade de uma entidade em pagar suas obrigações em qualquer moeda que não seja a sua moeda doméstica. Já a escala global em moeda local é uma avaliação da habilidade em pagar uma obrigação em real. No caso de Minas Gerais, houve um salto nos dois casos.
A melhora na classificação de risco, seja para estados, países ou empresas, é importante porque é com base nessas notas que os grandes capitais do mundo, tanto financeiros (bancos e fundos de investimentos), como grupos empresariais decidem se vão manter, ampliar ou simplesmente descontinuar a aplicação de recursos em determinado local ou empresa. Além disso, muitos investidores institucionais estão proibidos por seu estatutos e normas regulamentares de investir em papéis do tipo speculative grade ou estão limitados a percentuais muito baixos do total de suas carteiras, devido aos riscos associados a esses tipos de investimento.