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Mulheres ocupam 60% da força de trabalho da Fhemig

Mulheres ocupam 60% da força de trabalho da Fhemig

Sexta-feira | 05/03/2004 | 00:00·Atualizado em 28/06/2013 | 05:28
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As mulheres representam mais de 60% da força de trabalho da Fundação Hospitalar de Minas Gerais (Fhemig). Ocupando cargos de chefia ou em outras atividades, 8.300 de um total de cerca de 13 mil funcionários da rede são mulheres. “A Fhemig valoriza muito o trabalho da mulher e reconhece a sua importância nas atividades da fundação”, disse o presidente, Carlos Mosconi, destacando que sete das 23 unidades são dirigidas por mulheres. Além disso, milhares de mulheres atuam em diversos setores da rede, demonstrando garra e determinação nas funções que desenvolvem.

Lidando no dia-a-dia com o desafio da urgência, a diretora do Pronto-Socorro de Venda Nova, a médica clínica geral, com especialidade em cardiologia, medicina do trabalho e administração hospitalar Sandra Géa, não perde a sensibilidade. No início deste ano, ela e as duas outras diretoras do hospital, Maria Madalena dos Santos e Heloísa Helena Matos, abrigaram em suas casas uma menina de pouco mais de um ano que ficou levemente ferida em um acidente. A mãe da criança morreu e o pai ficou internado no Pronto-Socorro do Hospital João XXIII, durante 40 dias. A família da criança é do Paraná.

Sandra disse que a menina foi atendida no hospital e teve alta no dia seguinte. Ela estava traumatizada e, com autorização dos familiares, a criança ficou na casa das diretoras durante três dias, enquanto eles vinham buscá-la. “Ela queria colo e carinho”, conta a diretora.

Médica nefrologista, a coordenadora estadual do MG Transplantes, Aparecida Maria de Paula, divide os seus dias com seus pacientes de hemodiálise, de consultório, com os plantões hospitalares e, principalmente, com as atividades do MG. “Tenho o compromisso social de salvar e melhorar a qualidade de vida das pessoas”, enfatiza Cida, como é conhecida, acrescentando que fica satisfeita em fazer o bem. Com garra e dedicação, Cida diz que este ano vai aumentar significativamente o número de transplantes de órgãos, principalmente o de córneas. “Nossa meta é realizar 150 transplantes de córneas por mês”, afirma.

Trabalhando na Fhemig desde 1979 e como diretora do Centro Geral de Pediatria ( CGP) desde 2000, a médica pediatra Helena Maciel vem mostrando um excelente trabalho à frente da unidade. Conseguiu reduzir o índice de mortalidade, a média de permanência das crianças no hospital, melhorar a qualidade do atendimento, entre outros benefícios. Os números alcançados são comparados a hospitais de países de primeiro mundo. A diretoria do CGP é composta por cinco pessoas, quatro delas são mulheres.

A direção do Centro Mineiro de Toxicomania (CMT) também é ocupada por uma mulher que vem trabalhando com garra e sensibilidade com usuários de drogas e seus familiares. A psicóloga e especialista em saúde mental Ana Regina Machado assumiu o centro em 2003 e é assessorada na direção por outras duas mulheres. Casada e com um filho de seis anos, ela divide o seu tempo entre os trabalhos do CMT e cursos que aprimoram o seu conhecimento e dedicação à família.

A diretora do Centro Geral de Reabilitação (CGR), a terapeuta ocupacional Maria Aparecida Tecles Brandão Rodrigues, que ocupa o cargo desde 91, quando entrou por eleição direta, diz gostar muito do que faz. “Adoro trabalhar com saúde pública”, comenta Aparecida, acrescentando que tem como obrigação prestar um serviços de qualidade. Desde 95, faz a avaliação da satisfação dos usuários do serviço. “Estou feliz com o resultado, pois recebemos notas de bom a ótimo”, comenta.

O Hospital Galba Veloso também tem em sua direção uma mulher que vem realizando um bom trabalho: a médica psiquiatra Maria Eugênia Mascarenhas, que é diretora Hospitalar. O Galba Ortopédico é coordenado pela enfermeira Denise Dinard.