Museu da Loucura em Barbacena completa 15 anos
BELO HORIZONTE (10/08/11) - O Museu da Loucura, localizado no Centro Hospitalar Psiquiátrico da Fhemig, em Barbacena, no Campo das Vertentes, completou 15 anos de criação nessa terça-feira (9). A comemoração foi marcada pela realização de uma mesa redonda com o tema “Museu da Loucura – Sua história e sua importância”.
O Museu da Loucura, considerado símbolo do Centro Hospitalar Psiquiátrico de Barbacena (CHPB), atrai visitantes não só de todos os pontos do Brasil, mas também do exterior, de países como Estados Unidos, Itália e Alemanha. Tem uma média de 700 visitantes por mês e, desde a sua criação, mais de 93 mil pessoas conheceram o local.
O museu busca resgatar a história do primeiro hospital psiquiátrico de Minas Gerais, o lendário Hospital Colônia de Barbacena. É um espaço para discussão e reflexão das diretrizes no campo da saúde mental. O acervo do museu, que reúne textos, fotografias, documentos, equipamentos, objetos e instrumentação cirúrgica, relata a dramática história do tratamento que era imposto ao portador de sofrimento mental.
No espaço, existe também a galeria de arte, que oferece oportunidades para exposições de artistas da região e divulgação da grife “Pirô Criô”, composta por trabalhos manuais e de artesanato feitos pelos usuários do CHPB.
Participaram da mesa redonda o diretor do CHPB, o médico Jairo Furtado Toledo; o presidente da Fundação Municipal de Cultura de Barbacena (Fundac), Eduardo Henrique Siqueira Santos; a ex-presidente da Fundac, Maria da Glória Bittar de Castro Pereira; o coordenador do projeto de montagem, Edson Carlos Brandão; e o representante da equipe de montagem e ex-presidente da Fundac, Waldir Damasceno.
Cidade dos Loucos
Barbacena abrigou o primeiro hospital psiquiátrico de Minas Gerais. Já foi conhecida como a Cidade dos Loucos e hoje é uma referência nacional da Reforma Psiquiátrica. A cidade chegou a ter sete instituições desse tipo.
Segundo a coordenadora do Museu, a pedagoga Lucimar Pereira, as gerações mais novas podem ter uma noção do sofrimento que atingia os internos dos hospícios de Barbacena em uma visita ao Museu da Loucura. Fotos e objetos mostram como era o cotidiano e o tratamento dos internos. Entre eles, o último aparelho de eletrochoque usado em um paciente.