Novo modelo estimula o desenvolvimento no setor de Ciência, Tecnologia e Inovação em Minas
O conceito da Hélice Tríplice prevê a união entre academia, empresa e governo na formulação de políticas públicas para incentivar o segmento e a nova economia
O Sistema Mineiro de Inovação (Simi) uniu academia, setor público e privado com a finalidade de atender à política de desenvolvimento do Estado, tendo em mente a inovação sustentável. A Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes), em conjunto com a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) e a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), são os responsáveis pela iniciativa.
Nesta segunda-feira (24), no auditório da Fiemg, foi realizado encontro entre os representantes dos três setores e das instituições parceiras. Em sua palestra, o presidente da Fapemig, Mario Neto Borges, apresentou o cenário do setor de Ciência Tecnologia e Inovação (CT&I) e a importância em trazer o conceito da Hélice Tríplice - união entre academia, empresa e governo - para Minas Gerais. Segundo o presidente, diante do panorama internacional, o Brasil pode ser uma potência mundial na área, porque o país possui boa área geográfica, economia robusta e população expressiva, três aspectos fundamentais para o desenvolvimento de CT&I.
Mario Neto Borges ainda alertou que, em Minas Gerais, há a união dos três elementos propostos. No entanto, há requisitos, como recursos financeiros, infraestrutura, política, legislação e fiscalização a serem cumpridos. Para isso, é necessário investir em ambientes de inovação, além de adotar metodologias e programas que façam as empresas se arriscarem mais. “A Hélice Tríplice se dá com o governo induzindo a participação das empresas e universidades para a viabilização dos projetos em benefício da sociedade”, defende.
O superintendente do IEL, Maurício Tibúrcio, destacou a relevância de projetos de apoio à inovação e a parceria com a Fapemig para a integração de novos programas de desenvolvimento sustentável na área de CT&I. A Fapemig e o IEL investem em programas e manutenção de bolsistas para a competitividade do setor industrial de Minas Gerais. Entre as ações apoiadas, está a integração universidade-empresa, que procura viabilizar e facilitar a transferência de conhecimentos entre o meio acadêmico e a indústria.
Outro auxílio é o Extensionismo Cultural, que visa à capacitação em gestão para alavancar a competitividade das empresas mineiras. Também foram apresentados os resultados para a mobilização e indução de micro e pequenas empresas industriais para inovação.
A Incubadora de Projetos desenvolve e implementa metodologia para empresas emergentes que buscam capacitar a gestão de ideias e elaboração de projetos. Para isso, foram criados metodologias de gestão de ideias e elaboração de 16 novos projetos de inovação.
Por último, está a produção de inteligência e estudos econômicos relativos às cadeias produtivas da economia. A proposta apresentou, entre os diversos resultados, a possibilidade de elaboração de estudos e de desenvolvimento setorial com ênfase em impactos econômicos e sociais.