Novos projetos inovadores do Cetec são transformados em livro
BELO HORIZONTE (30/11/11) - Incentivar, apoiar e promover a inovação, sobretudo fomentar a aproximação entre o conhecimento científico e as demandas empresariais. Este é um dos principais objetivos do Programa de Incentivo à Inovação (PII), que lançou, o livro que compila as principais ações e pesquisas desenvolvidas na Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec), que tiveram apoio do programa. Os exemplares do livro foram distribuídos aos participantes do evento, investidores, parceiros, clientes e instituições de ensino e de pesquisa. O livro também estará disponível para consulta na biblioteca do Cetec.
Criado pelo Governo de Minas, por intermédio da Secretaria de Estado de Ciência Tecnologia e Ensino Superior (Sectes), em parceria com o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Minas Gerais (Sebrae-MG), o PII é um programa pioneiro no país para a difusão da inovação e da cultura empreendedora.
O PII no Cetec contou com a participação de pesquisadores e bolsistas que por aproximadamente um ano desenvolveram importantes projetos mostrando diferentes experiências durante sua execução. O lançamento do livro possibilita a divulgação das tecnologias, além de auxiliar os pesquisadores na busca de apoio para que os projetos se tornem efetivamente inovações tecnológicas. “É muito gratificante ver que os projetos apresentados têm grande relevância. Queremos descobrir projetos inovadores que tenham viabilidade técnica, e ao mesmo tempo mostrar para Minas Gerais e para o Brasil a qualidade dos trabalhos desenvolvidos”, comenta o secretário-adjunto da Sectes, Evaldo Ferreira Vilela.
Incentivo a projetos inovadores
O livro conta com oito projetos, como o aproveitamento do aquecimento solar com menor perda de calor e consumo de energia elétrica; desenvolvimento de processo mais limpo e de alta pureza de níquel e óxido de níquel; janelas inteligente que filtram a entrada e saída de calor, gerando economia de energia elétrica; metodologia de extração do óleo de pequi para a indústria alimentícia; pinos ortopédicos revestidos, que vão acelerar a recuperação dos pacientes submetidos a implantes; sistema de arquitetura de conhecimento, que é uma ferramenta inovadora para organização e relacionamento de informações; tecnologia para aproveitamento da bauxita, que permite o ganho na produção de alumínio com redução no consumo de energia.
Um dos projetos em destaque visa a produzir cosméticos à base de plantas do cerrado, utilizando extratos vegetais e alta tecnologia em produtos de beleza. A pesquisa pretende realizar uma exploração sustentável do bioma e criar produtos que além de efeito estético, tenham efeitos medicinais. Estudos recentes mostram que o mercado de cosméticos naturais cresce a taxa de dois dígitos ao ano, o que evidencia o potencial da pesquisa.
“Devemos aproveitar a diversidade da flora brasileira, esse é o principal objetivo de nossa pesquisa. O que nos leva a conhecer e explorar o nosso patrimônio natural de forma racional e sustentável”, disse a participante do projeto, Sylvia Meyer. “Plantas com propriedades cicatrizantes, por exemplo, podem ser usadas como cosméticos pra regenerar a pele”, afirma a pesquisadora.