O Messias encerra temporada de concertos no Grande Teatro
BELO HORIZONTE (10/12/10) - A Fundação Clóvis Salgado (FCS) apresenta, dias 13 e 14 de dezembro, uma das mais conhecidas e populares obras da música coral: O Messias, de Haendel. No último concerto do ano dentro da Série TIM de Concertos no Grande Teatro do Palácio das Artes, em Belo Horizonte, a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, o Coral Lírico de Minas Gerais e solistas convidados se unem para interpretar uma das mais belas obras da música erudita de nossos tempos. A Fundação Clóvis Salgado vai apresentar a versão completa da obra.
Sob regência do maestro titular da Orquestra, Roberto Tibiriçá, os solistas Rosana Lamosa, Denise de Freitas, André Vidal, Sávio Speradio, Rosana Lanzelotte e Cenira Schreiber sobem ao palco do Grande Teatro do Palácio das Artes às 20h30, com ingressos a R$ 20 e R$ 10, e meia entrada conforme a lei.
O Messias
Esta obra, que foi apresentada na inauguração do Grande Teatro do Palácio das Artes em 1971, apresenta mais do que a vida e paixão de Jesus. O Messias, de Haendel, leva ao público a contemplação épica e lírica da ideia da redenção cristã; reverenciando o triunfante Deus do Antigo Testamento, a quem o compositor frequentemente louvava em seus oratórios, e não Cristo, o Redentor, a quem Haendel evoca em uma de suas árias.
O Messias foi composto para ser apresentado em Dublin, Irlanda, o que de fato aconteceu em uma sala de concertos da cidade em 13 de abril de 1742. O compositor alemão pessoalmente regeu e/ou supervisionou as primeiras apresentações deste oratório.
O libreto
O sucesso que O Messias obteve em sua época e que perdura até hoje deve-se principalmente à sua fonte: a Bíblia. Os ingleses se identificavam com o povo de Israel, e Handel encontrou no Antigo Testamento uma farta fonte de assuntos para seus oratórios. Contudo, o texto utilizado em O Messias é uma compilação dos escritos dos Profetas, Salmos, Evangelhos, Epístolas Paulinas e Apocalipse, feita por Charles Jennens e que tinha como base o texto em inglês da Bíblia.
O objetivo de Jennens ao escrever este libreto era o de combater o ataque de críticos contemporâneos aos deístas (corrente filosófica que admite a existência de um Deus criador, mas questiona a ideia de revelação divina). Estas críticas tentavam desacreditar a base da religião cristã, questionando as profecias do Antigo Testamento que identificavam Jesus como o Messias e, no Novo Testamento, o milagre de seu nascimento, morte, e ressurreição - que trouxeram redenção à humanidade. Estas verdades são as principais mensagens do oratório, e Jennens meticulosamente balanceia as passagens de promessas proféticas do Antigo Testamento com as que descrevem o seu cumprimento no Novo Testamento.
Cada título foi cuidadosamente escolhido para proclamar que Jesus é o Messias. Jennens combinava conhecimento prático de literatura e música com um apurado senso crítico. Handel recebeu uma cópia do libreto em 1735, e quando se decidiu por compor o oratório, fez as mudanças que achou necessárias, gerando um certo desconforto com Jennens. Na verdade, Handel tinha suas próprias ideias sobre o oratório, além de ter bom conhecimento da prosódia inglesa. Depois do primeiro concerto em Dublin, o próprio compositor fez algumas correções às suas alterações já feitas no texto do oratório.
Serviço:
Evento: Série TIM de Concertos no Grande Teatro
O Messias - Haendel
Orquestra Sinfônica de Minas Gerais / Coral Lírico de Minas Gerais / Solistas convidados
Regência: Roberto Tibiriçá
Datas: 13 e 14/12/2010
Horário: 20h30
Local: Grande Teatro do Palácio das Artes, avenida Afonso Pena, nº 1537, Centro, Belo Horizonte
Valor: Plateias I e II: R$ 20 / Plateia superior: R$ 10 (meia-entrada conforme a lei)
Informações: (31) 3236-7400