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Oficina aborda dicas de alimentação saudável para crianças de até dois anos

Criar o hábito de uma alimentação saudável desde a infância é essencial para um crescimento forte e saudável

Quinta-feira | 20/10/2016 | 18:00·Atualizado em 20/10/2016 | 18:10
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Com o tema “Você conhece a alimentação do seu bebê?”, oficina ocorreu, nesta quinta-feira (20/10), na Cidade Administrativa
Com o tema “Você conhece a alimentação do seu bebê?”, oficina ocorreu, nesta quinta-feira (20/10), na Cidade Administrativa / Crédito: Marcus Ferreira

Um dos grandes desafios de familiares de bebês com mais de seis meses é a introdução de novos alimentos, além do leite materno, na rotina alimentar de suas crianças. Com o objetivo de discutir com mães, pais, responsáveis e cuidadores sobre essa fase tão importante, a oficina “Você conhece a alimentação do seu bebê?”, buscou esclarecer as dúvidas mais comuns, dificuldades e ansiedades que permeiam a alimentação para bebês e crianças de até dois anos de idade. O evento faz parte das ações desenvolvidas durante a programação da semana de alimentação saudável, que acontece, até esta sexta-feira (21/10), na Cidade Administrativa de Minas Gerais (CAMG), em Belo Horizonte.
 
Para a diretora de Promoção à Saúde da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), Daniela Souzalima Campos, criar o hábito, desde a infância, de uma alimentação balanceada e saudável é de extrema importância para a obtenção de todas as vitaminas e nutrientes de que o organismo precisa para crescer forte e saudável. “Os primeiros anos de vida de uma criança, em especial até os dois anos de idade, são marcados por intenso crescimento e desenvolvimento. É nessa idade que iniciamos a formação dos hábitos alimentares e a introdução correta e oportuna dos alimentos contribui para a prevenção da anemia, deficiência de vitamina A e manter um crescimento adequado na infância”, explicou.
 
Ainda segundo Daniela Campos, os alimentos a serem oferecidos podem variar a textura, consistência e quantidade de acordo com cada faixa etária da criança. “O ideal é que, após os 6 meses, as refeições oferecidas aos bebês sejam intercaladas entre mamadas de leite materno, papinhas de frutas e salgadas. Ao completar 7 meses, pode ser acrescentado à rotina alimentar uma papinha salgada na janta e, após os 12 meses, pode ser adicionar à alimentação da criança tubérculos, cereal e pão simples, além de poder participar da alimentação básica consumida pela família”, acrescentou. 
 
Para a analista ambiental e mãe da Giovanna, de dois anos, Giuliane Portes, estimular o consumo de novos alimentos realmente é um desafio e saber o que pode ser feito para facilitar essa introdução é muito enriquecedor. “Tive muitas dificuldades com a amamentação e a introdução de alimentos sólidos só ocorreu aos 8 meses. Hoje, depois dessa oficina, eu descobri que foi um erro ter começado tarde. A introdução dos alimentos no tempo certo, facilita a nossa vida e é bom para o bebê. Também, consegui enxergar as minhas falhas e corrigir as atitudes que, antes, achava que eram certas, para quem sabe uma próxima gestação”, disse. 
 
Os pais também estavam presentes durante o encontro. O Técnico da Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Abastecimento e pai da Cecília de 11 meses, Eduardo Lage, aproveitou a ocasião para esclarecer todas as dúvidas. “Eu participo muito da alimentação da minha filha. E hoje deu para dar uma reciclada em tudo que já sabia e aprender um pouco mais sobre alimentos que eu tinha dúvidas quanto a melhor idade para introdução na rotina alimentar da Cecília. Por exemplo, o ovo cozido, que descobri que pode ser consumido a partir dos seis meses de idade. Foi esclarecedor”, disse. 
 
Durante o encontro, também foram apresentados os alimentos que devem ser evitados nos primeiros anos de vida. São eles: açúcar, café, enlatados, frituras, refrigerantes, sucos de caixinhas, balas, salgadinhos e outras guloseimas industrializadas. 
 
Outra restrição é o consumo do mel por crianças de até 1 ano de idade. A preocupação é porque o produto pode estar contaminado com esporos da bactéria Clostridium botulinum, responsável pela transmissão do botulismo, doença que atinge os nervos e músculos e, até 1 ano, o sistema imunológico da criança não está desenvolvido para combater essa bactéria, por isso é importante evitar.

Dicas de alimentação saudável para crianças de até 2 anos:
- Dê somente leite materno até os 6 meses, sem oferecer água, chás ou qualquer outro alimento;
- A partir dos 6 meses, introduza de forma lenta e gradual outros alimentos, mantendo o leite materno até os 2 anos de idade ou mais;
- Após 6 meses, dê  alimentos complementares (cereais, tubérculos, carnes, leguminosas, frutas e legumes) três vezes ao dia, se a criança estiver em aleitamento materno;
- A alimentação complementar deve ser oferecida de acordo com os horários de refeição da família, em intervalos regulares e de forma a respeitar o apetite da criança;
- A alimentação complementar deve ser espessa desde o início e oferecida de colher. Começar com consistência pastosa e, gradativamente, aumentar a consistência até chegar à alimentação da família;
- Ofereça à criança diferentes alimentos ao dia. Uma alimentação variada é uma alimentação colorida;
- Estimule o consumo diário de frutas, verduras e legumes nas refeições;
- Evite açúcar, café, enlatados, frituras, refrigerantes, balas, salgadinhos e outras guloseimas nos primeiros anos de vida. Use sal com moderação;
- Cuide da higiene no preparo e manuseio dos alimentos. Garanta o seu armazenamento e conservação adequados;
- Estimule a criança doente e convalescente a se alimentar, oferecendo sua alimentação habitual e seus alimentos preferidos, respeitando a sua aceitação.