Operação termina com 116 presos por violência doméstica e feminicídio em Minas e outros estados
Balanço das ações do Agosto Lilás, mês de combate a esse tipo de crime, foi apresentado por representantes das Forças de Segurança nesta quinta-feira

Mais de cem presos em 286 ações realizadas em Minas e outros três estados. Esse foi o saldo da operação Agosto Lilás, que cumpriu mandados de prisão contra autores de violência doméstica e feminicídio desde o início deste mês. O balanço foi apresentado nesta quinta-feira (29/8) pelas polícias Militar de Minas Gerais (PMMG), Civil (PCMG) a pela Polícia Federal (PF).
As ações começaram em 1/8 e resultaram na prisão de 116 pessoas em Minas e nos estados do Mato Grosso, Goiás e São Paulo.
Além de terem mandados de prisão em aberto por violência doméstica, os presos possuem registros também por homicídios, estupros, lesão corporal, ameaça descumprimento de medida protetiva, tráfico ilícito de drogas, roubo, furto, receptação, estelionato e porte ilegal de armas. As prisões somam um total de 607 anos de penas a cumprir.
“Com esta ação, estamos promovendo a segurança em todo o estado e ampliando a garantia dos direitos e em defesa das mulheres. A mensagem que estamos passando é de que, independentemente da tipificação do crime cometido, a Polícia Militar vai prender, onde quer que seja, e entregar à Justiça todos aqueles que cometerem violação à Lei Maria da Penha”, afirmou a porta-voz da PMMG, major Layla Brunnela.
A delegada Danúbia Quadros, chefe da Divisão Especializada em Atendimento à Mulher, Idoso, Pessoa com Deficiência, Violência Sexual e Vítima de Intolerância, ressaltou que a Segurança Pública do estado também atua em outras frentes para evitar que esse tipo de crime no estado.
“Além das ações repressivas, nós trabalhamos diariamente, por meio de ações preventivas e de conscientização, incentivando a mulher a denunciar qualquer tipo de violência sofrida”, explicou.
De acordo com o delegado regional de Polícia Judiciária da Polícia Federal, Fabrício Fernando Diogo Braga, o esforço conjunto foi fundamental para os resultados da operação.
“Por meio de compartilhamento de informações, integração de meios logísticos e atuação conjunta das áreas de Inteligência, temos conseguido dar uma resposta à sociedade. Estamos promovendo a paz e a tranquilidade contra a violência que atenta contra as famílias”, destacou.
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