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Palácio das Artes faz montagem inédita da ópera Erwartung

Quinta-feira | 15/10/2009 | 08:55·Atualizado em 01/06/2013 | 07:24
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BELO HORIZONTE (15/10/09) - Verdi, Villa-Lobos e, agora, uma obra de Arnold Schöenberg. É com o drama Erwartung que a Fundação Clóvis Salgado encerra a Temporada de Óperas 2009. A peça será apresentada no Grande Teatro do Palácio das Artes nos dias 18, 20, 22 e 24 de outubro, com a Orquestra Filarmônica de Minas Gerais. No papel central da trama, a diva Eliane Coelho, soprano carioca que vive na Europa.

As récitas serão realizadas às 19h, no domingo (18), e 20h30, terça, quinta e sábado. Os ingressos já estão à venda na bilheteria do teatro a R$50,00, R$40,00 e R$30,00, com meia entrada, conforme a lei.

Além de Gilberto Gavronski, que assina a direção, outros artistas de renome nacional e internacional se reuniram para levar aos palcos mais um grande espetáculo da música erudita: os cenários são da artista plástica Adriana Varejão, imagens do videomaker Éder Santos, poesias de Guilherme Mansur e Ivo Barreto, declamadas por Antônio Grassi, iluminação de Telma Fernandes e figurinos de Ronaldo Fraga. Na direção musical e regência, o maestro Abel Rocha.

Esta é a primeira apresentação de Erwartung em Belo Horizonte e a segunda na América do Sul. Apesar de já montada no exterior, no Brasil a ópera foi encenada somente em 2005, no Rio de Janeiro. Para Abel Rocha, este ineditismo é um grande diferencial das montagens do Palácio das Artes: “Isso é uma coisa muito legal de Belo Horizonte, se propor a desafios”, comenta o maestro, que desde julho está debruçado sobre as partituras do compositor austríaco.

Erwartung

O “monodrama” do vienense Arnold Schönberg é uma obra para soprano e orquestra, com um ato e quatro cenas. A história de sua criação é no mínimo curiosa: em 1909, Schöenberg conheceu Marie Pappenheim, uma estudante de Medicina com aspirações literárias, e a desafiou a escrever um libreto de ópera para ele. Três semanas depois, Marie entregaria a história ao músico. A estreia do espetáculo deu-se em 1924, em Praga.

O enredo descreve o tormento pelo qual passa uma mulher que se vê abandonada pelo amante e, dividida entre a paixão e a raiva, vaga em uma floresta na esperança de encontrar o seu amor. Durante cinqüenta minutos, a confusão entre o real e o imaginário, os medos, as perdas e os temores do ser humano entram em cena.

A música é marcada pelo rigor acadêmico de sua construção e pelos reflexos do Expressionismo, que muito influenciou Schöenberg. Neste campo, assim como nas outras formas de manifestação (pintura, teatro etc), o movimento pregava que a arte deveria ser a expressão de sentimentos e emoções, o que fica evidente em Erwartung.

A criação

Para dar vida ao espetáculo, Gilberto Gavronski optou por trabalhar com artistas contemporâneos, e propôs um desafio de releitura do poema lírico de Pappenheim e da música de Schöenberg a toda a equipe. Para compor esta atmosfera, o cenário, que promete ser uma grande surpresa, as projeções, as poesias e os figurinos desempenham papel fundamental.

Serviço:

Evento: Temporada de Óperas 2009 – Erwartung, de Schöenberg

Data / Horário: 18.10 – 19h / 20, 22 e 24.10 – 20h30

Local: Grande Teatro do Palácio das Artes (avenida Afonso Pena, 1537, Centro)

Valor: Platéia I: R$ 50,00 / Platéia II: RS 40,00 / Platéia Superior: R$ 30,00 - (meia entrada conforme a lei)

Classificação etária: 10 anos

Informações: (31) 3236-7400