Palavra do Governador - Versão para impresso - 15/09/11
PROGRAMA NOVO SOMMA FINANCIA DESENVOLVIMENTO DE PEQUENAS E MÉDIAS CIDADES DE MINAS.
“Temos que melhorar os indicadores de educação, de segurança, de saúde, mas temos também de fazer as obras físicas: saneamento, habitação, pavimentação, praças, melhorar as condições de vida das pessoas.”
Antonio Anastasia
O Governo de Minas liberou recentemente quase R$ 70 milhões para 38 municípios investirem em obras de infraestrutura. Recursos do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), por meio do programa Novo Somma. O que significa, para essas cidades de pequeno e médio porte, principalmente, um investimento como esse governador?
Antonio Anastasia - Bem, esse programa Novo Somma, em primeiro lugar, é um programa muito importante porque significa um financiamento com recursos do BDMG, o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais, a favor dos municípios mineiros, especialmente os municípios menores e médios, destinados à infraestrutura, à compra de equipamentos, à melhoria da questão ambiental. É um recurso muito importante. Primeiro, porque é um financiamento com valores muito baixos, a favor dos municípios. Mas o mais importante é que ele injeta recursos nos tesouros municipais permitindo aos municípios realizar as suas obras. Nós sabemos que a esfera de governo, também o Estado, necessita muitas vezes de aportes externos para fazer o chamado investimento, porque o grosso dos recursos públicos fica no custeio e no pessoal. Então, investimentos acabam sendo prejudicados. Por isso mesmo, essa ação do banco é muito positiva. Vejam que liberamos quase R$ 70 milhões para cerca 38 municípios, são recursos expressivos, que vão permitir a esses municípios, especialmente os menores, realizar obras importantes nas suas cidades.
Como que o desenvolvimento das pequenas e médias cidades contribui também para o desenvolvimento do Estado como um todo?
Antonio Anastasia - É muito importante que o Estado tenha também os seus municípios desenvolvidos. Minas Gerais nunca será inteiramente desenvolvida se os seus 853 municípios, todos eles, também não tenham atingido um bom grau de desenvolvimento e de inclusão produtiva. Por isso mesmo, todo o tipo de investimento nos municípios, como fizemos ao longo dos últimos anos, com asfalto, com telefonia, com maquinário, é fundamental ser revertido a favor do município porque ele, ao final, na soma de tudo, significa também o desenvolvimento do Estado como um todo.
Com cidades mais modernas, o desafio é atrair novas empresas e mais empregos para a população?
Antonio Anastasia - Este é o grande desafio. Na realidade, nós sabemos que para atrair empresas e aumentar as que nós já temos, temos que ter um ambiente favorável. E esse ambiente pressupõe uma infraestrutura. Essa infraestrutura ela é física e ela é social. Temos que melhorar os indicadores de educação, de segurança, de saúde, mas temos também de fazer as obras físicas: saneamento, habitação, ruas, pavimentação, praças, melhorar as condições de vida das pessoas. Por isso mesmo, esse dinheiro tem esse objetivo, vamos melhorar a infraestrutura física local, inclusive com novos equipamentos e pensando na questão ambiental, para permitir que esse ambiente de negócios prospere e aquelas cidades, pequenas ou médias, passem a ser também uma alternativa de investimentos por parte de grupos econômicos. Por consequência, nós vamos trazer empregos de qualidade para aquela cidade. A cidade vai movimentar mais dinheiro, vai recolher mais tributos e temos aí, portanto, um ciclo virtuoso a favor daquele município que vai poder investir mais, tanto na questão social, quanto na questão física.