Palavra do Governador - Versão para impresso - 23/06/11
ANASTASIA DESTACA O AVANÇO DAS TECNOLOGIAS DA ÁREA DE SAÚDE EM MINAS E DIZ QUE O COMBATE À DENGUE É UMA LUTA DE TODOS.
“Não basta o poder público realizar a atividade de limpeza das ruas, se as pessoas não fizerem, dentro de suas casas, esse trabalho, essa luta contra o mosquito da dengue.”
Antonio Anastasia
Governador, a dengue é uma doença que tem preocupado muito, é claro. Mas o número de casos em Minas Gerais já registrou uma queda substancial. Como o senhor está vendo esse combate à dengue no nosso estado?
Antonio Anastasia - A dengue é muito emblemática. Primeiro, porque é uma doença muito grave, que só pode ser combatida se todos nós tivermos mesmo o espírito de combater o mosquito da dengue: governo do Estado, prefeituras, governo federal, mas, especialmente, a sociedade civil, as famílias, as crianças, os idosos, homens e mulheres, todos, em conjunto. Não basta o poder público realizar a atividade de limpeza das ruas, se as pessoas não fizerem, dentro de suas casas, esse trabalho, essa luta contra o mosquito da dengue. E eu fico muito feliz porque nós lançamos, ainda no ano passado, a seguinte campanha: estamos em guerra contra a dengue. E os resultados foram ótimos: as pessoas responderam “sim” ao nosso chamamento. E nós conseguimos diminuir em mais de oitenta por cento - repito, mais de oitenta por cento! – o número de casos no primeiro trimestre de 2011 em relação ao ano passado, de 2010. Graças ao esforço de cada um, a cada mineiro, a cada mineira que aderiu a essa guerra e ao combate ao mosquito da dengue, conseguimos erradicar vários focos da doença, e o resultado desse trabalho coletivo, integrado, foi uma redução muito boa. Mas não podemos descansar: a dengue é uma doença que volta. Então, temos de continuar combatendo, eliminando os focos de sujeira, os focos de lixo, aqueles focos de água parada que são os depósitos das larvas e dos ovinhos dos mosquitos. Fico muito feliz e agradeço - aproveito a oportunidade de agradecer aos mineiros a adesão a essa guerra contra a dengue e pedir que todos nós continuemos mobilizados nessa campanha tão importante para a saúde pública de Minas e do Brasil.
Ao falarmos dos bons resultados, é importante destacar a atuação da força tarefa, não é?
Antonio Anastasia - Não há dúvida. A força tarefa foi uma iniciativa muito boa da Secretaria de Estado da Saúde, que colocou pessoas treinadas e gabaritadas para irem aos locais mais críticos. Porque nós já tínhamos conhecimento de onde havia maior incidência da doença. Então, a força-tarefa compareceu, fez visitas, fez atividades específicas, inclusive propondo prêmios para aqueles que ajudavam na limpeza das casas, e o resultado foi muito positivo. A força tarefa está de parabéns. Tivemos a participação e a ajuda das Forças Armadas, da Polícia Militar, do Corpo de Bombeiros, da Polícia Civil, dos órgãos de vigilância sanitária, das prefeituras, todos juntos.
A saúde em Minas Gerais tem também inovações. O laboratório da Fundação Ezequiel Dias fabrica o Tenofovir, que é um importante medicamento no tratamento da AIDS e que está sendo distribuído para o Brasil inteiro. O que isso representa para o estado e para os mineiros, na opinião do senhor?
Antonio Anastasia - Representa uma grande confiança, uma confiança que o governo federal teve em Minas Gerais por meio de uma entidade, de uma fundação do nosso governo: a fundação Ezequiel Dias - tradicional, muito gabaritada, com corpo técnico de excelente qualidade. E a Funed foi escolhida pelo governo federal para produzir esse medicamento, que é o mais importante para o combate à Aids, uma doença também muito grave. Isso demonstra o grau de excelência da nossa indústria de medicamentos. Aliás, a Funed participa muito do projeto Farmácias de Minas, produzindo centenas de medicamentos para as prefeituras municipais, que são distribuídos gratuitamente para as pessoas mais carentes de todo o nosso estado.
Os mineiros, então, podem esperar avanços na área de saúde?
Antonio Anastasia - A saúde é fundamental. E nós já fizemos muito em Minas. Nós conseguimos um processo, ao tempo ainda do governador Aécio Neves, com continuidade agora em meu governo, da descentralização das atividades de saúde. Constituímos uma rede de bons hospitais nas cidades médias do interior, para permitir que as doenças também fossem combatidas lá, e não só trazidas para os grandes centros. Claro que continuamos melhorando também os grandes hospitais. Há hospitais regionais sendo construídos e equipados. Há os consórcios de saúde, o Programa de Saúde da Família. Nós construímos mais de 1600 Unidades Básicas de Saúde nos últimos anos, e vamos fazer mais ainda. O objetivo é prevenir; e, depois, onde a prevenção não tiver funcionado, nós vamos curar com o que há de mais avançado na tecnologia. A nossa Secretaria de Saúde tem um mecanismo muito avançado: é o Canal Minas Saúde. É uma forma de levar informação direta da saúde a todo o estado, de qualificar os gestores da saúde, de qualificar os órgãos das prefeituras, de levar conhecimento à população. E é uma verdadeira televisão, uma emissora de TV interna em Minas Gerais, que leva informações da área da saúde pública. É um grande orgulho para Minas Gerais o trabalho do Canal Minas Saúde. E vamos continuar melhorando, para os nossos indicadores melhorarem. Inclusive numa área muito importante para nós, que é a saúde das mães e dos bebês. Por isso, o programa Mães de Minas, que estamos lançando agora, e da mesma forma o Centro Viva Vida, cuidando da saúde das mães e das crianças recém-nascidas.