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Palestra da Sectes mostra oportunidades na indústria mineral

Terça-feira | 01/04/2008 | 18:34·Atualizado em 24/05/2013 | 22:30
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BELO HORIZONTE (01/04/08) - O Pólo de Excelência Mineral e Metalúrgico, da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes), promove palestra com o engenheiro sul-africano e professor de Metalurgia Extrativa, Michael Nicol, da Universidade Murdoch em Perth/Austrália. A apresentação, destinada a profissionais da mineração e metalurgia, empresários, instituições de ensino e pesquisa, é gratuita e ocorre nesta quinta-feira (3), às 10h, no Centro Federal de Ensino Tecnológico (Cefet) de Belo Horizonte, e integra o Ciclo de Palestras: Ciência, Tecnologia e Inovação. As inscrições devem ser feitas pelo email: acs@tecnologia.mg.gov.br

De acordo com o gerente executivo do Pólo de Excelência Mineral e Metalúrgico, Renato Ciminelli, é uma oportunidade imperdível para a discussão de modelos inovadores de cooperação entre a indústria mineral e instituições de pesquisa e do papel de programas governamentais. A palestra do professor Michael Nicol revê a situação passada e presente da pesquisa na mineração em alguns dos países produtores com ênfase no papel da pesquisa cooperativa com instituições acadêmicas e de pesquisa, e na tendência de um foco mais internacional de cooperação.

Ciminelli lembra que as experiências na África do Sul e Austrália serão relatadas como forma de discussão de casos de sucesso e ao mesmo tempo de falhas em vários mecanismos de financiamentos criados para o desenvolvimento de centros de excelência para responder a necessidades de curto e longo prazo da indústria.

Para o secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Alberto Duque Portugal, a vinda de um palestrante de renome internacional na mineração e metalurgia, ratifica o propósito do Governo de Minas de discutir os melhores caminhos a serem seguidos pelo Pólo de Excelência Mineral e Metalúrgico. “Temos um enorme potencial em nosso Estado, tanto no que se refere à indústria mineral e metalúrgica, como também em relação às nossas instituições de ensino superior que formam a maioria dos profissionais do Brasil. E o intercâmbio constante com países como Austrália e Canadá vai ser fundamental para o sucesso do nosso pólo”, argumenta Portugal.

A palestra será realizada no Campus II do Cefet, Av. Amazonas, 7675 - Prédio 12, Gameleira - Belo Horizonte.

Trajetória de sucesso

O professor Michael Nicol é titular da cadeira de Metalurgia Extrativa da Murdoch University de Perth/Austrália e associado ao mundialmente conhecido A J Parker Cooperative Research Centre. Nicol tem doutorado na Universidade de Witwatersrand, em Johannesburg, África do Sul. Trabalhou como pesquisador e diretor de pesquisa 25 anos no Mintek, também da África do Sul. Com um forte background de engenharia, é consultor global atendendo a inúmeras companhias na Austrália, África do Sul, América do Norte e do Sul. Nicol já recebeu prêmios de destaque mundial e é autor e co-autor de 135 publicações e seis patentes.

Mineração no Brasil

A indústria mineral brasileira vive um dos momentos mais importantes com expansão e desempenho cada vez mais significativos. O bom momento interno acompanha a tendência de crescimento internacional do setor gerada a partir do aumento da demanda por commodities como minério de ferro, níquel, zinco, ouro e cobre.

Tradicionais compradores como Estados Unidos ampliaram as suas demandas nos últimos anos, e países emergentes como China e Índia, também passaram a comprar mais minério fazendo com que o mercado ficasse ainda mais aquecido. Por tudo isso, a produção mineral brasileira respondeu em 2006 por negócios de R$100 bilhões, excluindo desse montante petróleo, gás e derivados. Com a totalização dos números de 2007, há uma expectativa de que os valores ultrapassem R$108 bilhões.

O Brasil lidera a produção de nióbio e detém com 95% de toda reserva mundial; tem a segunda reserva de minério de ferro (18,8%), manganês (39%), tantalita (13,5%) e bauxita (15%). O País tem a terceira maior reserva mundial de crisólita (10%), Magnesita (8%) e grafita (7%). O Brasil está na quarta colocação quando o assunto é vermiculita: 5% de toda reserva mundial; caulim (5,5%) e estanho (5%). Em rochas ornamentais o País ocupa a sexta posição.

Minas Gerais é o Estado que mais explora recursos minerais: 44% de todo o minério retirado no País. Em seguida vem o estado do Pará (22%), Goiás (7,5%), São Paulo (6,5%) e Bahia (3%).