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Parceria garante renda para detentas grávidas na RMBH

As detentas do Centro de Referência à Gestante Privada de Liberdade, localizado em Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), acabam de garantir mais uma opção de fonte de renda através da produção de desinfetante e sabonete líquido. O projeto da Superintendência de Atendimento ao Preso (Sape), da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), inclui o estabelecimento de uma linha de produção voltada para o abastecimento das várias unidades prisionais.

Segunda-feira | 01/06/2009 | 16:31·Atualizado em 28/06/2013 | 04:28
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BELO HORIZONTE (01/06/09) - As detentas do Centro de Referência à Gestante Privada de Liberdade, localizado em Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), acabam de garantir mais uma opção de fonte de renda através da produção de desinfetante e sabonete líquido. O projeto da Superintendência de Atendimento ao Preso (Sape), da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), inclui o estabelecimento de uma linha de produção voltada para o abastecimento das várias unidades prisionais.

A capacitação para o preparo tanto do material de limpeza quanto do cosmético é fruto de uma parceria firmada entre o Comitê de Cidadania da Câmara Americana de Comércio (Amcham) e a Seds. Na quarta-feira (27), a vice-presidente da Amcham, Edna Roriz, visitou o Centro de Referência para iniciar o treinamento.

A fórmula para a confecção dos produtos foi repassada às detentas como uma espécie de "segredo guardado a sete chaves". O intuito é que elas tenham uma possibilidade de renda para que o processo de reintegração seja mais eficiente. “Trazer para o regime prisional atividades socioeducativas é um incentivo para que essas mulheres exerçam atividades lucrativas e saiam do sistema prisional com menor tendência a retornar”, ressaltou a vice-presidente da Amcham.

Edna Roriz explicou que hoje a Seds tem que comprar sabonetes para consumo das internas. Se as detentas começarem a produzir um sabonete de qualidade, ele poderá ser vendido com uma boa margem de lucro. “Para elas, é uma possibilidade de organizar melhor a vida dos filhos e ajudar suas famílias lá fora. A própria Secretaria terá condição de absorver os produtos feitos pelas aprendizes.”

Como vice-presidente da Amcham, Edna pensa ir mais longe com o negócio, apresentando às empresas que fazem parte do comitê os produtos fabricados pelas presas. Assim, essas companhias, socialmente responsáveis, poderão também adquiri-los.

Durante todo o curso as detentas fizeram cálculos e tiraram dúvidas sobre os ingredientes utilizados, atentas à nova oportunidade de renda, dignidade e emprego. "Sair daqui com uma profissão é muito importante. Ganhar meu dinheiro para cuidar dos meus filhos é um ótimo começo e um grande incentivo”, afirmou Vagnéia Aparecida Santos, 28 anos, mãe de dois filhos.

Edna Roriz lembrou que adquirir um produto feito pelas detentas representa uma maneira de investir na segurança da sociedade, gerar empregos e também diminuir os índices de violência. “Isso tudo aliado à criação de uma nova perspectiva de vida para as presas, já que não é nada fácil inseri-las no mercado de trabalho convencional”, concluiu.