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Notícia

Participantes de evento promovido pelo Estado debatem inovação nos setores público e privado

Innovation Day, que contou com a parceria da Ericsson, foi realizado no Hotel Ouro Minas nesta quarta-feira e reuniu profissionais de diversas áreas

Quarta-feira | 14/08/2013 | 17:16·Atualizado em 14/08/2013 | 17:21
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Evento contou com a participação de autoridades do poder público e empresários de diversos setores
Evento contou com a participação de autoridades do poder público e empresários de diversos setores / Crédito: Divulgação/Sectes

Os investimentos em inovação no Brasil ainda são considerados insuficientes, principalmente no que se refere ao setor privado. Essa realidade admitida até mesmo pelo empresariado foi novamente colocada em discussão em três painéis seguidos de debates sobre inovação nas empresas e a participação do poder público com seus programas de estímulo. Assim foi o Innovation Day promovido pelo Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), em uma parceria com a empresa Ericsson. O evento foi realizado nesta quarta-feira (14), no Hotel Ouro Minas com a presença de autoridades e empresários.

No Brasil, onde o Produto Interno Bruto está em torno de US$ 3 trilhões, são investidos em torno de 1,2% do PIB em inovação, sendo metade dos recursos públicos e a outra metade do setor privado. Nos países considerados mais avançados, há percentuais superiores, sobretudo das empresas. Todos os participantes do encontro foram unânimes em dizer que o Brasil precisa ampliar os investimentos e acelerar o passo da inovação, pois muitos outros países estão conseguindo ser mais rápidos.

O secretário de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Narcio Rodrigues, destacou 2007 como um ano fundamental para o destaque conquistado por Minas na inovação nos últimos tempos. Naquele ano, o então governador Aécio Neves determinou o repasse de 1% da receita líquida do Estado para a Fapemig multiplicar por dez vezes os investimentos na ciência, tecnologia e inovação, a partir das políticas definidas pela Sectes.

Narcio reconheceu a parceria efetiva estabelecida com a Ericsson, que valoriza Minas Gerais ao realizar o Innovation Day. O secretário destacou também a parceria com a Embraer no momento em que Minas trabalha na consolidação de um complexo aeroespacial. Ainda no campo da inovação, ele citou projetos do Governo de Minas, como o Programa de Energias Renováveis, lançado nesta quarta-feira, e os investimentos expressivos na logística e na infraestrutura, confirmados pelo secretário de Estado de Transportes e Obras Públicas, Carlos Meles em seu pronunciamento. Narcio Rodrigues também ressaltou a vanguarda de Minas nas Parcerias Público Privadas (PPP).

O vice-presidente de Marketing e Estratégia da Ericsson para a América Latina e Caribe, Lourenço Coelho, fez um retrospecto da história da empresa no Brasil e disse que ela existe em território nacional há quase 90 anos. Disse ainda que se sente confortável em trabalhar com o Governo de Minas Gerais e que são muitas as parcerias, entre elas os dois centros de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D), um na área de Telecomunicações junto ao Instituto Nacional de Telecomunicações (Inatel), em Santa Rita do Sapucaí, e outro no Centro de Inovação Tecnológica (Fitec), em Belo Horizonte. Coelho assegurou que novas parcerias poderão surgir com o Estado. Nos recentes investimentos em inovação, o Estado e a Ericsson investiram R$20 milhões, que além dos centros de P&D possibilitaram a qualificação profissional de 80 profissionais recrutados e treinados na Suécia, Estados Unidos, Canadá, Cingapura e Índia.

Debates nos painéis

Foram realizados três painéis, todos eles mediados pelo diretor de Alianças e Parcerias para Novos Negócios da Ericsson, Jesper Rhode. O primeiro painel, “Minas Gerais como celeiro de atratividade de empresas que investem em P&D”, contou com a participação do superintendente de Desenvolvimento Empresarial do Instituto Euvaldo Lodi, representando a Federação das Indústrias de Minas Gerais, Maurício Andrade Tibúrcio, e do diretor de Inovação da Ericsson, Edvaldo Santos.

Tibúrcio reconheceu que há preocupação do empresariado com a produtividade e fez um relato da situação mineira, destacando o convênio firmado com o governo mineiro na parceria Cetec/Senai. Lembrou que estão sendo implantados seis institutos de tecnologia e dois institutos de inovação.  Edvaldo Santos explicou que existe uma batalha global para atividades de pesquisa e inovação. ”O profissional brasileiro é muito capaz e conquista os seus pares no exterior. Quando ele retorna, extremamente qualificado, faz muito diferença no processo de inovação”, concluiu Santos.

No painel “Inovação Aberta”, houve participação de Bruno Rondani, consultor de Mercado, Wenovate; Giuliano Mendonça, engenheiro de Desenvolvimento de Novos Produtos da Embraer; e Cristina Ferreira, engenheira de Desenvolvimento de Novos Produtos da Embraer. Os profissionais expuseram como a inovação aberta se processa em suas empresas e a importância dessa modalidade nesse momento.

O último painel teve um destaque especial para as políticas públicas para Pesquisa e Desenvolvimento. Houve participação de Paulo Resende, superintendente da Área de Fomento e Novos Negócios da FINEP- Agência Brasileira de Inovação, e de Mario Neto Borges, presidente da Fapemig. Os dois expuseram os programas executados por cada uma das instituições destinados à atração de centros de P&D e também as iniciativas de inovação destinadas às empresas interessadas. Mário Neto ratificou o papel do Governo de Minas como fundamental para o crescimento da inovação, sobretudo nos últimos anos. Entretanto, assim como o representante da Finep, disse que é preciso ampliar as parcerias com o governo federal e com as empresas para fazer com que  o país consiga avançar em um novo ritmo.