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Pesca está restrita em Minas até fevereiro de 2006

Quinta-feira | 10/11/2005 | 11:11·Atualizado em 19/04/2013 | 20:56
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BELO HORIZONTE (10/11/05) – As atividades de pesca no Estado de Minas Gerais estão proibidas desde o início do mês de novembro. A restrição se estenderá até o dia 28 de fevereiro de 2006 e visa preservar as diversas espécies de peixes que, neste período, conhecido como defeso ou piracema, sobem os rios para se reproduzirem.

"Só é permitida a pesca utilizando-se linha de mão com anzol ou vara, caniço simples, molinete ou carretilha, iscas artificiais ou naturais, sempre respeitando os tamanhos mínimos de captura que são definidos em lei", explica o coordenador de Gestão da Pesca e Aqüicultura do Instituto Estadual de Florestas (IEF), Miguel Ribon Júnior. A realização de campeonatos e gincanas de pesca também estão suspensos. A pesca nas lagoas marginais é proibida durante todo o ano.

No período da piracema é proibida a pesca de qualquer categoria até a distância de 1,5 mil metros a montante e a juzante de barragens de reservatórios das usinas hidrelétricas, cachoeiras, corredeiras e nos locais de encontro dos rios. No caso do rio São Francisco, a distância é de mil metros, onde também é permitida a pesca embarcada.

A palavra piracema (pira = peixe, cema = subida) é de origem indígena e faz referência ao período em que os peixes buscam os locais mais adequados para desova e alimentação. O fenômeno acontece todos os anos, coincidindo com o início do período das chuvas, entre os meses de novembro e fevereiro. Os peixes de piracema também são conhecidos como peixes migradores, e chegam a nadar centenas de quilômetros em poucos dias. Dentre os mais conhecidos estão o dourado, o surubim, o jaú, a matrinchã e a curimatá.

Os peixes desovam no próprio leito do rio ou em afluentes menores. Durante a cheia, os ovos e alevinos (filhotes) são levados pelas águas até as lagoas das várzeas. Essas lagoas são verdadeiros berçários para os alevinos, que se alimentam e crescem até que ocorra uma nova cheia que permitirá que eles voltem para o rio.

Os pescadores amadores e profissionais devem portar a carteira de pesca, que pode ser obtida nos escritórios do IEF, agências lotéricas e da Caixa Econômica Federal em todo o Estado. A carteira deve ser renovada anualmente. Os pescadores têm de observar rigorosamente a quantidade e o tamanho dos peixes retirados dos rios.

Agência Minas

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