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Notícia

Pesquisa aponta queda de 2,2% na taxa de desemprego na RMBH

A taxa de desemprego total teve queda de 2,2% em maio na comparação com abril de 2007, passando de 13,5% para 13,2% da População Economicamente Ativa (PEA). A Pesquisa Mensal de Emprego e Desemprego (PED) mostra que o resultado da RMBH foi o melhor entre as seis regiões pesquisadas.

Quarta-feira | 27/06/2007 | 19:07·Atualizado em 03/06/2013 | 12:42
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BELO HORIZONTE (27/06/07) – A taxa de desemprego total na Região Metropolitana de Belo Horizonte teve queda de 2,2%, de abril para maio de 2007, passando de 13,5% para 13,2% da População Economicamente Ativa (PEA). É o que informa a Pesquisa de Emprego e Desemprego na Região Metropolitana de Belo Horizonte, divulgada nesta quarta-feira (27). A pesquisa é realizada pela Fundação João Pinheiro, Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), encomendada pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese).

Esse resultado refletiu o comportamento de pessoas que procuraram trabalho nos 30 dias anteriores à entrevista (desemprego aberto) caiu de 9,9% para 9,6%. O índice de pessoas que não têm trabalho e não procuraram nos últimos 30 dias, mas procuraram trabalho nos últimos 12 meses (desemprego oculto), se manteve estável em 3,6%.

A queda do índice de desemprego foi conseqüência da criação de 10 mil postos de trabalho e da redução de oito mil desempregados na RMBH. “O número de postos de trabalho criados não é o mesmo da redução do número de desempregados porque há uma flutuação no número de pessoas que entram e saem do mercado de trabalho”, explica Plínio de Campos Souza, coordenador- técnico da Fundação João Pinheiro. Em maio, o número de ocupados na RMBH foi estimado em 2 milhões e 226 mil trabalhadores, enquanto a PEA foi de 2 milhões e 564 mil pessoas.

Outro dado positivo foi o tempo médio de busca por um emprego. Em maio deste ano, detectou-se que os desempregados da RMBH levavam, em média, 54 semanas para conseguir um outro emprego, enquanto que na mesma época no ano passado, esse tempo era de 57 semanas.

A pesquisa informa que o maior número de contratações foi observado no setor de serviços com 16 mil pessoas contratadas, seguido pelo comércio com seis mil novas vagas criadas e no agregado “outros setores”, com quatro mil contratações. Já a indústria apresentou decréscimo de 14 mil ocupações, assim como a construção civil, que perdeu 2 mil postos de trabalho.

Segundo o vínculo empregatício, houve a criação de oito mil vagas entre os autônomos, sete mil entre os assalariados sem carteira assinada do setor privado, três mil no setor doméstico e três mil nas demais posições. Já entre os assalariados com carteira assinada, houve redução de oito mil ocupações.

Com relação ao rendimento real médio dos ocupados, houve aumento de 0,5% em abril em relação a março. O salário real médio ficou praticamente estável correspondendo a R$992. O rendimento real médio dos autônomos aumentou em 2,6%, passando de R$685 para R$703.

Para o conjunto das seis regiões metropolitanas também enfocadas na PED (São Paulo, Salvador, Distrito Federal, Belo Horizonte, Porto Alegre e Recife), o contingente de desempregados foi de 3 milhões e 140 mil, 98 mil a menos que no mês anterior. A taxa de desemprego total diminuiu de 16,9% em abril para 16,4% em maio.

A razão para essa queda na taxa de desemprego é a geração de 88 mil postos de trabalho, associados à saída de 10 mil pessoas da força de trabalho. Em maio, o número de ocupados nas seis regiões foi estimado em cerca de 16 milhões e a PEA ficou em torno de 19 milhões. “Os números das seis regiões são muito afetados pelos dados de São Paulo. Para se ter uma idéia, o número de desempregados em São Paulo corresponde aproximadamente a toda população ocupada em Belo Horizonte”, comenta Plínio Souza.