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Pesquisa aponta satisfação de famílias reassentadas nas imediações do Arrudas

Segunda-feira | 21/11/2011 | 16:54·Atualizado em 22/06/2013 | 07:06
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BELO HORIZONTE (21/11/11) - Cerca de 500 famílias que viviam em áreas de risco de inundação e desmoronamento às margens do Ribeirão Arrudas, entre Belo Horizonte e Contagem, já estão reassentadas pelo Programa de Requalificação Urbana e Ambiental do Ribeirão Arrudas, executado pelo Departamento de Obras Públicas do Estado de Minas Gerais (Deop-MG). Uma pesquisa realizada com 250 dessas famílias, entre junho e dezembro de 2010, apontou um índice de 97% de satisfação com a nova realidade habitacional. Os dados foram coletados pela equipe do Trabalho Técnico Social do projeto, em visitas realizadas aos apartamentos distribuídos em 29 blocos já habitados, totalizando 464 famílias.

Outro aspecto verificado na pesquisa sobre os reassentamentos é a inexistência de abandono dos imóveis e o baixo índice de inadimplência das taxas de condomínio, cerca de 3%, mesmo com o histórico de baixa renda das famílias. “Os trabalhos de remoção e reassentamento do Projeto de Requalificação do Arrudas estão sendo muito bem-sucedidos. Inclusive, estamos classificados entre os finalistas do Prêmio Melhores Práticas, da Caixa Econômica Federal, concorrendo com projetos de todo o país”, destacou o coordenador do Trabalho Técnico Social, Marco Túlio Eduvige.

Os primeiros apartamentos foram entregues aos moradores em junho de 2010. Além das 464 famílias já reassentadas, outras 208 ainda receberão apartamentos em outros 13 blocos, totalizando 672 famílias reassentadas no empreendimento. Cada bloco do Residencial Parque Arrudas possui 16 apartamentos de dois e três quartos.

Trabalho Técnico Social

O Trabalho Técnico Social do Programa de Requalificação Urbana e Ambiental do Ribeirão Arrudas está sendo implementado por um grupo de profissionais de nível superior e agentes comunitários que fazem a intermediação entre as famílias da área de abrangência do projeto e o Deop-MG, que é o órgão executor, junto ao demais parceiros do empreendimento, que são a União/Ministério das Cidades, o Estado de Minas Gerais e as prefeituras de Belo Horizonte e Contagem.

São realizadas ações de mobilização, organização comunitária, comunicação e divulgação do empreendimento, programa de geração de trabalho, ocupação e renda, educação sanitária, ambiental e patrimonial, gestão condominial, avaliação e monitoramento.

O trabalho é feito tanto pelo atendimento da população beneficiada no Plantão Social, instalado dentro da área de abrangência do projeto, quanto pela visita às moradias das famílias, antes das remoções e após o reassentamento. O atendimento inclui esclarecimentos e acompanhamento do projeto, cursos de capacitação, palestras e eventos de confraternização e socialização e distribuição de material informativo, como cartilhas e folderes.

“O objetivo é minimizar os impactos de remoção e reassentamento e manter a população do entorno das obras informada sobre a importância e o andamento do projeto. Além disso, garantir que as famílias beneficiadas possam usufruir adequada e positivamente das melhorias geradas pelo empreendimento”, comenta Eduvige.

Adaptação

Uma das ações mais importantes do Trabalho Técnico Social é o chamado Pré-Morar, constituído de uma série de sete a dez reuniões com as famílias que ocuparão cada prédio, com o objetivo de discutir a nova realidade habitacional. Com o uso de teatro, cartilhas, palestras e vídeos, são apresentadas normas básicas de educação sanitária, de utilização adequada da energia elétrica e de água, educação patrimonial e os fundamentos da gestão condominial.

“Consideramos que a participação democrática ocorrida antes do reassentamento é um dos fatores essenciais para o sucesso do trabalho e adaptação das pessoas. Quando as famílias mudam, elas já conhecem as regras do condomínio e os síndicos, o que diminui o impacto da mudança de cultura habitacional”, opinou o coordenador do Trabalho Técnico Social.