Logo Agência Minas
Logo da Agência Minas

Notícia

Pesquisa mostra que 82% dos moradores do Rio Doce não consomem bebida alcóolica

O índice é o melhor entre as regiões mineiras e foi apresentado por pesquisa do Estado sobre hábitos da população

Quinta-feira | 13/12/2012 | 11:38·Atualizado em 01/07/2013 | 00:16
Compartilhar no Facebook
Compartilhar no LinkedIn
Compartilhar no X
Compartilhar no WhatsApp

A prevalência do consumo de bebida alcoólica pela população acima de 14 anos no Rio Doce é a menor do Estado. Segundo o Boletim PAD 2011 – Hábitos de Vida Saudável, 82% da população da região afirmaram não consumir álcool.

O índice foi apresentado nesta quarta-feira (12), pelo Centro de Estatística e Informações da Fundação João Pinheiro e é parte dos resultados da segunda edição da Pesquisa por Amostra de Domicílios de Minas Gerais (PAD-MG), realizada em 2011.

O estudo mapeou, de forma inédita no país, as doenças crônicas que acometem a população mineira e analisou comportamentos de risco (como consumo de bebidas alcoólicas e tabaco), e hábitos saudáveis (como a prática de atividades físicas, realização de exames preventivos e alimentação saudável).

Paralelamente ao baixo percentual de pessoas que consomem bebida alcoólica no Rio Doce, verificou-se que a frequência de consumo é alta, quando comparada com o restante do Estado: 11,1% das pessoas declarou beber todo dia. Já 12%, de 3 a 5 vezes semana; 41,1% uma ou duas vezes por semana; e 35,9% menos de uma vez por semana.

Ainda em comportamentos de risco, a pesquisa identificou que a prevalência do tabagismo pela população de 14 anos ou mais, na região, é de 11,4%. O percentual está entre os mais baixos do Estado, junto às regiões Norte (10,6%) e Jequitinhonha e Mucuri (11,1%). Entre os fumantes, 55,8% afirmaram fazer uso de 1 a 10 cigarros por dia; 32,7% de 11 a 20 cigarros; 8,5% de 21 ou mais; e 3% disseram não saber.

Com relação às doenças crônicas, o boletim apontou que, no Rio Doce, 33,4% das pessoas têm pelo menos uma doença crônica, índice pouco inferior à média do Estado (33,9%).

Atividades físicas, exames preventivos e alimentação

Os hábitos saudáveis, como prática de atividade física, realização de exames preventivos e alimentação saudável, também foram mensurados pelo estudo. Na região do Rio Doce, verificou-se que 82,8% da população não praticam atividade física, o segundo maior percentual do Estado, atrás apenas do Vale do Jequitinhonha; 6,6% praticam de forma insuficiente; e 10,6% praticam de forma suficiente.

Já sobre exames preventivos, a pesquisa mostrou que 7,9% das pessoas nunca realizaram exames de pressão arterial na região. O percentual é o quarto mais alto do Estado. Com relação ao colesterol, entre a população que declarou ter doença cardíaca, 83,8% fez a mensuração preventiva há um ano ou menos; 9,8% entre um e dois anos atrás; 6,2% há mais de dois anos atrás; e 2,7% nunca fez o exame. Verificou-se também que a mensuração preventiva do colesterol no sangue da população que declarou não ter doença cardíaca é feita da seguinte forma na região: 53,9% realizaram o exame há um ano ou menos; 14,6% entre um e dois anos atrás; 10,3% há mais de dois anos atrás; e 14,9% nunca fizeram.

Ainda sobre os exames preventivos, o estudo mostrou o comportamento da população quanto à mensuração da glicose no sangue. Entre a população que declarou ter diabetes no Rio Doce, 85,8% realizaram o exame há um ano ou menos; 8,4% entre um e dois anos atrás; 2% há mais de dois anos; e 0,7% nunca mensurou o teor de glicose. Entre aqueles que informaram não ter diabetes, 53,7% fez a mensuração preventiva há um ano ou menos; 14,8% entre um e dois anos atrás; 10,4% há mais de dois anos; e 14,8% nunca fizeram.

Hábitos alimentares

No quesito de hábitos alimentares, a proporção de pessoas acima de 14 anos que consomem frutas, legumes e verduras cinco ou mais dias da semana, no Rio Doce, foi de 59,4%; pessoas que costumam consumir carnes vermelhas e de frango com gordura visível somaram 45%; e a proporção de pessoas que têm o hábito de consumir leite com teor integral de gordura foi de 68,4% na região.

O boletim foi desenvolvido com o objetivo de traçar o perfil das principais doenças crônicas de Minas Gerais e suas regiões de planejamento, bem como dos principais fatores associados a elas. Como isso, pretende-se subsidiar os órgãos ligados à saúde para o planejamento de ações e políticas preventivas eficazes.