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Pesquisadores da Unimontes têm oito trabalhos no Congresso Europeu de Obesidade

Trabalhos foram produzidos no âmbito do mestrado e do doutorado em Ciências da Saúde. Congresso será realizado de 12 a 15 de maio, em Liverpool

Quarta-feira | 24/04/2013 | 18:12·Atualizado em 30/06/2013 | 07:16
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Mestrandos e doutorandos em Ciências da Saúde
Mestrandos e doutorandos em Ciências da Saúde / Crédito: Divulgação/Unimontes

Os investimentos na pós-graduação, na maior capacitação docente e na infraestrutura para a investigação científica ampliam a projeção internacional da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes). Em maio, oito pesquisas produzidas no âmbito do mestrado e do doutorado em Ciências da Saúde da Unimontes serão apresentadas no Congresso Europeu de Obesidade (European Congress on Obesity/ECO 2013), que será realizado entre os dias 12 e 15 de maio, no Centro de Convenções de Liverpool, na Inglaterra.

As pesquisas desenvolvidas pela Unimontes têm como área de concentração o metabolismo, observa o coordenador do Programa de Pós-graduação Stricto sensu em Ciências da Saúde, professor André Luiz Sena Guimarães. Segundo ele, a participação da universidade em um dos eventos mais prestigiados do mundo, organizado pela Associação Européia de Estudos sobre Obesidade, terá reflexos positivos na avaliação dos cursos de mestrado e doutorado.

“A participação da Unimontes, de maneira geral, é muito bem vista pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), que avalia os programas Stricto sensu”, explicou o coordenador. “É importante destacar o grande avanço que o programa da instituição vem tendo na área do metabolismo”, ressaltou.

Trabalhos

Os estudos da Unimontes foram elaborados pelos mestrandos e doutorados Lucas Barros (biólogo), Thaísa Crespo (médica), João Marcus Andrade (enfermeiro), Alanna Paraíso (enfermeira), Gislaine Jorge (nutricionista) e Lucinéia de Pinho (nutricionista), além do professor do programa, Antônio Sérgio Barcala (médico).

Orientador do grupo de alunos, o professor Sérgio Henrique Santos observa ser “de fundamental importância a participação dos pesquisadores da área de metabolismo em congressos internacionais relevantes como esse”. Ainda de acordo com o professor, isso permitirá “o estabelecimento de novas parcerias em pesquisas sobre temas como obesidade, diabetes e metabolismo, que são objeto de estudo nos cursos de pós-graduação da Unimontes”.

Obesidade

A aluna de doutorado Gislaine Batista Jorge, também coordenadora do Programa Nutrição e Saúde/Unimontes, é autora do estudo “Ausência do café da manhã está associado com maior risco de sobrepeso e obesidade”. Segundo ela, a ausência da chamada “primeira refeição do dia” teve uma associação importante com a circunferência de cintura aumentada e índices elevados de sobrepeso e obesidade na população estudada. “O consumo frequente do café da manhã associa-se ainda com melhor qualidade da dieta como um todo e com melhores escolhas alimentares ao longo do dia, comparado aos indivíduos que o omitem”, explicou.

A nutricionista lembra que “atualmente, a obesidade atinge níveis alarmantes no mundo inteiro. O Ministério da Saúde estima que aproximadamente 15% dos brasileiros sejam obesos. Esse percentual chega a 20,5% na Argentina, 25,1% no Chile e 27,6% nos Estados Unidos. A rota de crescimento é preocupante”, frisou a nutricionista.

Gislane Jorge salientou que “o Brasil tem registrado um aumento médio de 0,76% na taxa de obesidade a cada ano. Já o excesso de peso tem crescido, em média, 1,05% por ano. A obesidade grave, também chamada de mórbida, vem apresentando um crescimento 4,3 % mais rápido do que a obesidade em si. A obesidade é considerada um dos principais fatores de riscos para o aparecimento das Doenças Crônicas não transmissíveis (DCNTs), como doenças cardiovasculares e diabetes.

Ela observou, ainda, que “quando falamos de tratamento de obesidade, precisamos levar em conta que as condições das pessoas são muito heterogêneas e uma abordagem terapêutica única pode ser ineficiente. Entendemos que a obesidade tem causas multifatoriais complexas, como, como exemplo, influenciada por fatores genéticos e ambientais. Daí a relevância de equipes interdisciplinares lançarem seus esforços em prol de novos estudos nesse campo”, concluiu Gislane Jorge.