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Notícia

Pessoas com doença falciforme ganham aliado para o cuidado integral

Um aparelho que permite detectar precocemente a retinopatia foi adquirido e ficará instalado no Hospital das Clínicas

Quinta-feira | 27/06/2013 | 17:01·Atualizado em 01/07/2013 | 11:43
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Com o objetivo de atender de forma integral a pessoa com doença falciforme, foi anunciado, nesta quinta-feira (27), no Centro de Educação e Apoio para Hemoglobinopatias (Cehmob-MG), em Belo Horizonte, a aquisição de um aparelhode oftalmologia chamado angiotomógrafo de retina. O aparelho ficará instalado no Hospital das Clínicas da UFMG.

“O aparelho, que é muito sensível, possibilita detectar precocemente a retinopatia, analisando os vasos sanguíneos dos olhos”, afirmou o hematologista da Fundação Hemominas, Mitiko Murao. A retinopatia é uma lesão não inflamatória nos olhos muito comum em pacientes com doença falciforme.

Segundo José Nelio Januário, diretor do Núcleo de Ações e Pesquisa em Apoio Diagnóstico (Nupad/UFMG), a aquisição do aparelho é uma conquista que irá ajudar os pacientes. Ele lembrou que a utilização do angiotomógrafo de retina faz parte do projeto de atenção primária que é oferecido à pessoa com doença falciforme no Estado de Minas Gerais.

Para o diretor Técnico-Científico da Fundação Hemominas, Fernando Basques, essa aquisição simboliza o que Minas Gerais realiza no âmbito da doença falciforme. “Conseguimos juntar todas as esferas públicas – municipal estadual e federal - no tratamento e acompanhamento da doença falciforme no ambiente do Sistema Único de Saúde em Minas Gerais. Esse é um exemplo a ser seguido”, enfatizou.

Homenagem

Durante o anúncio, o Cehmob-MG fez uma homenagem ao coordenador geral de Sangue e Hemoderivados do Ministério da Saúde, Guilherme Genovez, e à coordenadora da Política Nacional de Atenção Integral às Pessoas com Doença Falciforme, também da Coordenação Geral de Sangue e Hemoderivados, Joice Aragão de Jesus, que estavam presentes ao evento.

Guilherme Genovez ressaltou que o projeto Cehmob-MG é o único no Brasil que contempla a integralidade da pessoa com doença falciforme. “O projeto integra o paciente na atenção básica com a média e alta complexidade”, ressaltou.

Joice Aragão destacou também o trabalho em Minas com os pacientes de doença falciforme. “O trabalho realizado em Minas atingiu sua magnitude. É um trabalho que representa uma grande rede construída no Estado. Essa rede é produto de uma confiança existente entre todos os envolvidos. Estou feliz porque estou com vocês desde o início. Aqui temos uma relação próxima com o usuário”, disse emocionada.

A presidente da Associação de Pessoas com Doença Falciforme e Talassemia de Belo Horizonte e Região (Dreminas), Maria Zenó Soares da Silva, agradeceu o apoio da Coordenação Geral do Sangue. Segundo ela, o projeto de especialidades dentro do Cehmob-MG é fundamental para o paciente. “Hoje somos capazes de entender o SUS e lutamos pelo SUS que queremos”, afirmou.