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Pinturas de detentos são expostas na Cidade Administrativa

Quinta-feira | 25/08/2011 | 18:02·Atualizado em 01/07/2013 | 09:29
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BELO HORIZONTE (25/08/11) - Os túneis de acesso aos prédios Minas e Gerais, na Cidade Administrativa, recebem, nesta quinta (25) e sexta-feira (26), a 1ª Exposição de Quadros do Sistema Prisional, intitulada “A Arte no Processo de Ressocialização”. São 40 obras de presos do Complexo Penitenciário Nelson Hungria, integrantes do Projeto Fênix, que tem como proposta não só promover a reinserção social, como também revelar novos talentos. Os cavaletes que sustentam as telas foram confeccionados por detentos da Penitenciária Dênio Moreira de Carvalho, da cidade de Ipaba.

Em visita à exposição, o secretário de Estado de Defesa Social, Lafayette Andrada, falou da importância de iniciativas como esta. “Minas Gerais se destaca como o Estado que mais oferece condições de ressocialização. Temos o maior número de detentos trabalhando, cerca de 9 mil, e inovamos ao também sermos o primeiro Estado do país a realizar o pagamento destes presos, por meio de um cartão bancário: o cartão Trabalhando a Cidadania”.

A arte como ressocialização

O Projeto Fênix teve início em 2010, com o objetivo de oferecer cursos de pintura em tela e conta atualmente com nove integrantes, todos presos da Nelson Hungria. A família do detento Paulo Eustáquio Holanda Martins, que é o monitor e idealizador do projeto, leva o material para as pinturas e depois busca os quadros prontos para serem vendidos.

Paulo Eustáquio coordena a profissionalização de outros presos, aprimorando as técnicas de pintura e a produção das telas, que chegam a ser vendidas por até R$ 400,00. As negociações ficam por conta das famílias dos autores das obras. Em contrapartida, os detentos tem remissão da pena: a cada três dias trabalhados, um é retirado da sentença.

A iniciativa é estimulada pela Subsecretaria de Administração Prisional (Suapi) por meio da Superintendência de Atendimento ao Preso (Sape), através do Programa Trabalhando a Cidadania. O programa visa a qualidade de vida dos detentos dentro e fora do sistema prisional, buscando alternativas contrárias à violência, a fim de propiciar sua reinserção social.

A superintendente de Atendimento ao Preso, Camila Oliveira, explica que o Projeto Fênix é apenas uma das vertentes do Trabalhando a Cidadania, que abrange diversos outros projetos nas unidades prisionais. “A Sape apoia iniciativas como essa porque considera que a relação com a arte pode trazer uma contribuição importante para a efetiva ressocialização do indivíduo preso, com a preocupação de que ele saia da unidade uma pessoa muito melhor do que entrou”, ressaltou.