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Piscicultura reforça renda de pequenos produtores de Umburatiba

Vinte e uma famílias de pequenos produtores rurais de Umburatiba, no Vale do Mucuri, vão contar com renda extra nesta Semana Santa comercializando peixes criados em tanques-redes. A renda virá de um projeto de piscicultura, implantado no fim do ano passado, por meio de mobilização e assistência técnica da Emater-MG, com recursos do Banco Mundial para o PCPR.

Segunda-feira | 29/03/2010 | 16:46·Atualizado em 03/06/2013 | 15:38
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UMBURATIBA (29/03/10) - Vinte e uma famílias de pequenos produtores rurais do município de Umburatiba, no Vale do Mucuri, vão contar com renda extra nesta Semana Santa comercializando peixes criados em tanques-redes. A renda virá de um projeto de piscicultura, implantado no fim do ano passado, por meio de mobilização e assistência técnica da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais (Emater-MG), com recursos do Banco Mundial para o Programa de Combate à Pobreza Rural (PCPR).

O programa é coordenado pelo Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas (Idene) e a expectativa é que o empreendimento possa gerar lucros com a venda de mais de quatro toneladas de peixes para consumidores do município e região, no período que começa nesta segunda-feira (29), e se estenderá até o domingo de Páscoa (4).

De acordo com o extensionista da Emater-MG local, Sérgio Vilela, as famílias começaram a criar peixes há seis meses, mas já faturam com a venda deles e trabalham com a perspectiva de aumentar a produção. “Daqui há três meses será possível retirar 10 toneladas de peixes”, prevê. As principais espécies criadas são tilápia, tambaqui e o piau-açu. Para o extensionista, quando a produção aumentar, será possível criar uma rota para a venda, atribuindo a uma pessoa da associação dos produtores, a responsabilidade de levar os peixes para comercializar. “Essa medida deve facilitar para o produtor, pois ele só vai ter o trabalho de fazer o corte, limpar e embalar o peixe”, argumenta.

A criação de peixes é um bom negócio, pois a atividade garante um produto que tem mercado em qualquer época do ano. Outra vantagem é que pode ser exercida em qualquer propriedade, uma vez que os tanques-redes não necessitam de grandes espaços para serem instalados. Além disso, segundo Vilela, o peixe tem um prazo de validade maior que outros gerados no meio rural. “Ao contrário do leite, por exemplo, que quando é tirado da vaca, precisa ser vendido logo para não azedar, o peixe não, pois ele fica no tanque e pode ser vendido, quando for conveniente, sem o risco de estragar”, compara. Também segundo o extensionista, a comercialização de peixe possibilita um fluxo rápido de caixa pois, principalmente o da espécie tilápia, tem crescimento acelerado e pode ser vendido com pouco tempo de vida e em grande quantidade. Vilela alerta no entanto, que o ideal é comercializar o peixe quando ele atinge o peso entre 500g e 1kg. “É que, depois disso, o peixe continua consumindo ração, mas tem um desenvolvimento lento, o que gera prejuízo para o criador”, diz.

Bom para produtor

Quem que está comemorando os resultados da piscicultura no município é o produtor e presidente da Associação dos Pequenos Piscicultores de Umburatiba (APPU), Alexander dos Santos. Ele confirma que a produção de peixes trouxe muitos benefícios para os agricultores de Umburatiba e aderiu à nova atividade, sem abrir mão da velha, que segundo Santos, rende menos. “Mudei de linha de produção porque o investimento para adquirir o leite é muito alto, a gente gasta muito e não tem retorno. Nem sempre se tira a mesma quantidade de leite todo mês. Já o peixe é mais barato para produzir e o retorno é bem melhor”, garante.

Santos conta que iniciou a piscicultura com um tanque rede, adquirido com apoio da Emater-MG e agora possui oito deles de alvenaria e seis escavados. “Agora consigo produzir peixe todo mês. A piscicultura é uma forma de diversificar a produção. Hoje o mercado está cada vez mais globalizado e se a gente ficar em uma linha só, dificulta muito”. Satisfeito com o potencial da atividade, Alexander faz planos com o que espera arrecadar na Semana Santa. “Pretendo adquirir um compressor de ar para oxigenar os tanques dos peixes e aumentar a produção. Estou investindo agora para melhorar lá na frente”, diz.