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Notícia

Polícia Civil esclarece crime bárbaro em São Gotardo

Terça-feira | 10/07/2007 | 18:47·Atualizado em 28/05/2013 | 07:17
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SÃO GOTARDO (10/07/07) – Um crime bárbaro e com requinte de crueldade ocorrido em Tiros e no distrito de Quintino, em Carmo do Paranaíba, no Alto Paranaíba, no último dia 24 de maio, foi esclarecido pela Polícia Civil, com a prisão de Geraldo Fernando da Costa, o “Fernandinho”, e com a identificação de José Amaral Filho e seu comparsa conhecido apenas como Henrique, que estão foragidos.

Os suspeitos atearam fogo no corpo de Alessandro da Silva Andrade e, em seguida, atiraram quatro vezes contra ele, para terem certeza de que não sobreviveria para relatar os fatos. Alessandro foi torturado e depois queimado ainda vivo. Ele sofreu queimaduras de 2º e 3º graus. Durante os trabalhos periciais, constatou-se que ele não apresentava marcas de cordas nos pulsos ou tornozelos.

Os policiais civis de São Gotardo apuraram que Alessandro foi visto bebendo na companhia de José Amaral, “Fernandinho”, e de um desconhecido, em Tiros. Depois, foram vistos em um Fiorino, de propriedade de José Amaral, na estrada que liga Quintino àquela cidade. De acordo com o delegado regional, Márcio Siqueira, familiares da vítima disseram ter visto, dentro do veículo, um revólver calibre 32 e dois frascos com óleo diesel, mas não desconfiaram que o destino de Alessandro estivesse traçado.

Uma testemunha contou aos policiais civis que, durante oito meses, José Amaral morou em suas terras e, quando deixou o local, ameaçou-a dizendo que já havia assassinado 18 pessoas, todas carbonizadas. Essa testemunha também informou que a morte de Alessandro teria sido cometida por José Amaral, “Fernandinho” e um conhecido como “Henrique”.

A polícia apurou que o crime teria ocorrido porque Alessandro era primo de Daltinho e Devair que estavam desaparecidos há dois meses e, provavelmente, teriam sido assassinados pelos suspeitos. Seus corpos teriam sido jogados em uma cisterna em Jardim, no distrito de Quintino. A Polícia Civil localizou os corpos.

Uma outra testemunha informou que, no dia do assassinato de Alessandro, ouviu gritos de dor, uma clareira de fogo e, em seguida, vários tiros. Diante das provas, foi pedida a prisão preventiva de Geraldo Fernando, já preso, e de José Amaral e Henrique, que ainda estão foragidos. O inquérito foi concluído e encaminhado à Justiça de Tiros.