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Notícia

Polícia Civil explica boatos sobre tráfico de órgãos em BH

A Polícia Civil de Minas Gerais fez uma entrevista coletiva para esclarecer os boatos de que pessoas, em veículos suspeitos, estariam seqüestrando crianças perto de escolas na capital mineira. De acordo com o delegado chefe do Departamento de Investigações (DI), Antônio Carlos de Faria, não existe nenhum caso concreto. “A polícia está atenta e até agora em nenhuma delegacia tem registro desses casos”, afirmou.

Terça-feira | 10/10/2006 | 20:10·Atualizado em 27/06/2013 | 22:22
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BELO HORIZONTE (10/10/06) – A Polícia Civil de Minas Gerais fez uma entrevista coletiva para esclarecer os boatos de que pessoas, em veículos suspeitos, estariam seqüestrando crianças perto de escolas na capital mineira. De acordo com o delegado chefe do Departamento de Investigações (DI), Antônio Carlos de Faria, não existe nenhum caso concreto. “A polícia está atenta e até agora em nenhuma delegacia tem registro desses casos”, afirmou.

Também estavam presentes os responsáveis por outras unidades da polícia em Minas como as delegadas da Divisão de Referência da Pessoa Desaparecida, Cristina Coelli, e da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente (DEPCA), Andréa Soares e o delegado do Grupo de Resposta Especial (GRE), Ricardo Peixoto. Participou ainda o médico-legista João Batista Rodrigues Júnior, chefe da Seção de Perícia no Morto do IML.

A delegada Cristina Coelli esclareceu que nos mais de mil registros de desaparecimentos em sua delegacia, não existe nenhuma ocorrência envolvendo veículos pretos. "Não houve esse tipo de abordagem em nenhum dos casos que temos conhecimento. Nem de carro preto ou branco", afirmou. De acordo com o delegado do GRE, Ricardo Peixoto, a polícia apreendeu apenas uma van em Ipatinga. "Os donos desse carro não possuem antecedentes criminais. Eles não estavam em atitude suspeita quando foram denunciados", explicou o policial.

O médico-legista João Batista Rodrigues explicou que a cirurgia para a retirada e transplante de qualquer órgão é um processo complicado. "Para serem transplantados, os órgãos devem ser retirados com o coração ainda batendo. Isso exige um aparato médico e tecnológico muito avançado". João Batista ressaltou ainda que não há registro em nenhum IML do Estado de cadáveres encontrados sem órgãos.