Polícia Militar debate situação de moradores de rua com a sociedade
Durante seminário, foi proposta a criação de um centro de referência para moradores de rua na região Norte da capital
A situação da população que vive nas ruas e possíveis soluções de inclusão para esses moradores foram temas discutidos, na tarde desta terça-feira (28), pela Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) e Prefeitura de Belo Horizonte, na Regional Venda Nova.
O seminário reuniu representantes da sociedade, comerciantes, autoridades e especialistas. Durante o evento, foi proposta a criação de um centro de referência para moradores de rua na região Norte da capital.
Segundo o sargento Lucas Peixoto de Oliveira, um dos organizadores do seminário, foram realizadas, anteriormente, diversas reuniões entre a polícia, a prefeitura e a comunidade, e uma das preocupações recorrentes é com a vulnerabilidade da população em situação de rua da região. A intenção é levar essa discussão para outros bairros de Belo Horizonte.
“Há muito tempo estamos recebendo demandas da comunidade com relação à população de rua. Moradores que vivem nas ruas da região de Venda Nova já foram vítimas de violência e nosso objetivo é pensar em alternativas para essa população vulnerável. Eles são, na maioria das vezes, vitimas de violência e não autores”, explica o idealizador do seminário, tenente Ronan Sassada. Ele reforça que a ideia é envolver o maior número de atores possível para discutir esse problema e encaminhar esses moradores para uma vida digna. “É um problema que exige propostas de vários órgãos”, completa.
Políticas públicas
A responsabilidade pela política pública no atendimento às pessoas em situação de rua é da União, dos estados e dos municípios. Em Minas, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), disponibiliza em conjunto com os municípios, recursos para os serviços de atendimento ao migrante.
Na abordagem, assistentes, psicólogos, sociólogos ou técnicos sociais municipais vão às ruas para oferecer serviço de acolhimento institucional (abrigos, albergues, casa de passagem, encaminhamentos e outros atendimentos demandados para a garantia da sua cidadania) à população em situação de rua.
Os moradores de rua são atendidos nos Centros de Referência em Assistência Social (Cras) que estão presentes em 847 municípios mineiros.