Polícias Civil e Militar prendem sete suspeitos de assaltos a bancos
A Polícia Civil iniciou, em conjunto com a PM, a Operação Vandec para combater ofensivas do crime organizado no Estado. No total, a operação conseguiu prender sete suspeitos de participarem de assaltos a bancos nas cidades de São Gotardo, Tiros, Brasilândia de Minas e São Sebastião do Maranhão.
BELO HORIZONTE (23/02/07) – A Polícia Civil de Minas Gerais iniciou, em conjunto com a Polícia Militar, a “Operação Vandec”, nome do policial militar morto pela quadrilha no roubo ocorrido na cidade de São Gotardo, para combater as ofensivas do crime organizado no Estado. No total, a operação conseguiu prender sete suspeitos de participarem de assaltos a bancos nas cidades de São Gotardo, Tiros, Brasilândia de Minas e São Sebastião do Maranhão. Ontem à noite, três dos sete suspeitos desembarcaram em Belo Horizonte: Onicésar Abrenhosa Guimarães, Walter Canté de Oliveira e Rosicleide do Nascimento Alves.
Por meio de levantamentos realizados pelo serviço de inteligência do Departamento de Investigações (DI), foi possível identificar alguns dos suspeitos de terem participado dos ataques. Os criminosos, em sua maioria, são procurados pelas polícias de outros estados da Federação e com vasta ficha criminal. No total, a operação conseguiu prender sete suspeitos de participarem de assaltos a bancos no interior do Estado.
Após a identificação dos acusados, em parceria com a Promotoria de Justiça de Combate ao Crime Organizado (CAOCRIMO/MP/MG) e com o auxílio da Justiça dos municípios de São Gotardo e Patos de Minas, a polícia obteve os respectivos mandados de prisão e busca e apreensão.
Toda a investigação durou cerca de 40 dias, com o deslocamento de policiais civis para os estados de Goiás, Tocantins, Pará e Maranhão, com o objetivo de localização e prisão dos marginais. Após vários dias de procura, incluindo uma campana de cerca de 3000 km na rodovia Belém/Brasília (Goiânia/Belém-PA), foi possível localizar e prender os seguintes suspeitos: Onicésar Abrenhosa Guimarães (vulgo Júnior), Valter Canté de Oliveira (vulgo Canté), Dioni Lima dos Santos (vulgo Marcelo Maravilhado), Rosicleide do Nascimento Alves (vulgo Cleide), Amauri Lucena Guimarães, Aércio Cante de Oliveira e Cláudio Moura Santos.
Segundo levantamentos, Onicésar e Valter são os líderes dessa quadrilha e procurados pela Polícia Federal por prática de roubos a bancos em vários estados do Brasil, além dos consumados em Minas Gerais. Os trabalhos foram coordenados pelo chefe do DI, delegado Antônio Carlos Corrêa de Faria, e contaram com a participação efetiva na operação e prisões dos delegados Wanderson Gomes (CGET), Denilson dos Reis Gomes (CGET), João Octacílio (CGET), Leandro Almada (SGPC) e Hugo Malhano (DERB). Além deles, também participaram da operação cerca de 30 agentes do DI (DERB/DEGREL e CGET) e três do GRE. Foram utilizadas, ainda, duas aeronaves do hangar do Governo no apoio logístico da operação.
Pela Polícia Militar de Minas Gerais, os trabalhos foram coordenados pelo coronel Sandro Teatini e tenente-coronel Wilson Cardoso. Na “Operação Vandec” também foram fundamentais o apoio e a participação das seguintes instituições: Polícia Civil do Estado de Goiás (GAB – Grupo Antiassalto a Bancos, delegado Deusny Aparecido S. Filho), Polícia Civil do Estado do Ceará (delegado Alves), Polícia Civil do Estado do Pará (delegado Pamplona), Polícia Civil do Estado do Tocantins, Polícia Civil do Estado do Maranhão, Ministério Público do Estado de Minas Gerais (Rodrigo Fonte Boa e André Ubaldino) e Justiças de Minas Gerais e do Pará.