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Polo do Hospital da Unimontes é referência no Teleminas Saúde

Terça-feira | 30/08/2011 | 16:36·Atualizado em 19/06/2013 | 04:34
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BELO HORIZONTE (30/08/11) - A Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) contribui diretamente com as ações do Governo de Minas na prevenção e tratamento de doenças. A instituição integra o programa Teleminas Saúde, implantado em 2009 como sucessor do Minas Telecárdio, e tem financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig). Dos 610 municípios atendidos pela iniciativa, 109 são de abrangência do polo da Unimontes no Norte e Noroeste do Estado e nos Vales do Mucuri e do Jequitinhonha.

O serviço consiste na realização de tele consultorias em 20 especialidades médicas, como enfermagem, nutrição, odontologia, farmácia, fisioterapia, fonoaudiologia e psicologia, além dos serviços de telecardiologia, permitindo uma segunda opinião de profissionais das respectivas áreas. O resultado é o diagnóstico precoce e um menor número de encaminhamentos de pacientes aos municípios de médio e grande portes, reduzindo a concentração nas cidades polos.

O programa é considerado o segundo mais abrangente do mundo em telessaúde, atrás apenas do Canadá. Também é referência em diversos congressos internacionais e já recebeu vários prêmios. A média estadual de atendimento do Teleminas Saúde é de 1,5 mil consultas virtuais e 30 mil eletrocardiogramas por mês. Plantonistas de cidades pólos de diferentes regiões mineiras fazem o atendimento, que cresce à medida que os usuários são informados sobre a nova tecnologia.

O programa é coordenado por especialistas de seis polos criados em universidades públicas federais: UFMG (coordenação geral), do Triângulo Mineiro (UFTM), de Uberlândia (UFU), de Juiz de Fora (UFJF) e de São João Del Rei (UFSJ), além da Unimontes.

Credibilidade 

A equipe da Unimontes atua no Hospital Universitário Clemente de Faria (HUCF). É responsável pela implantação dos sistemas nas cidades e pelo treinamento constante dos profissionais de saúde, além do suporte e manutenção técnica e do incentivo aos municípios para uso do programa. Na última reunião entre os polos, há dois meses, a equipe da instituição foi formalmente reconhecida como a de melhor atuação e seu trabalho, apontado como referência para os demais.

“O serviço oferecido pelas Universidades do Estado garante credibilidade aos médicos e pacientes. O número crescente de demanda em todas as especialidades reflete a confiança e participação intensa de médicos do interior, que têm a chance de opinar, sugerir e interagir nas diferentes consultas e exames realizados”, observa o coordenador do polo Unimontes, professor André Pires Antunes.

Mais de 85% das solicitações são respondidas em até 48 horas pelo plantonista, sendo as demais enviadas para um especialista. Os casos de urgência já contam com apoio de laudo, segundo a opinião em tempo real. Os municípios menores vêm reduzindo em cerca de 70% o número de encaminhamento de pacientes para a realização de exames cardiológicos nas cidades de maior porte.

Economia

Segundo Antunes, “a diminuição significativa no número de encaminhamentos médicos proporciona maior economia com transporte e logística”. Um estudo recente mostra que a cada R$ 1 gasto pelo Governo com o programa, há uma economia de R$ 2,70. “O quadro é extremamente benéfico, pois o esforço reverte em melhoria da saúde da população, ao mesmo tempo, incentiva o aprendizado de profissionais de todas as áreas, que têm um programa de educação continuada”.

Os investimentos são de responsabilidade do Governo de Minas. Cabe a cada polo garantir o acesso ao programa e estimular os profissionais a utilizar os serviços. Todas as cidades participantes recebem um computador, uma webcam, um kit multimídia, um aparelho de eletrocardiograma digital, uma câmera digital e uma impressora. Além disso, o Estado arca com os custos dos plantões dos especialistas.

Desde a implantação do Teleminas, 610 municípios contam com o serviço para assistência em cardiologia. A meta é ampliar o atendimento em todo o Estado e os tipos de exames, além do eletrocardiograma, para se tornar o maior programa de telessaúde do mundo.