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Posse de conselheiros do CIC consolida política do café

O Centro de Inteligência do Café (CIC), idealizado pelo Governo de Minas Gerais, vai confirmar sua condição de órgão de abrangência nacional com a posse dos membros dos seus conselhos Gestor e Técnico. A solenidade será realizada nesta terça-feira (23), às 11 horas, no auditório da Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM&F) de São Paulo.

Segunda-feira | 22/08/2005 | 16:25·Atualizado em 08/06/2013 | 05:46
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BELO HORIZONTE (22/08/05) – O governador Aécio Neves preside amanhã, às 11 horas, cerimônia de posse dos membros dos Conselhos Gestor e Técnico do Centro de Inteligência do Café (CIC), na Bolsa de Valores, em São Paulo. São esperados para a cerimônia os governadores de São Paulo, Geraldo Alckmin, da Bahia, Paulo Souto, e do Espírito Santo, Paulo Hartung.

O CIC, criado em Minas Gerais, numa iniciativa do Governo do Estado, em junho deste ano, como parte de um dos projetos estruturadores propostos pelo governador Aécio Neves (a difusão de Tecnologia e Marketing do café produzido em Minas Gerais), é agora ampliado, ganhando dimensão nacional.

O CIC é um órgão consultivo e técnico, com as funções de formular análises, estatísticas e informações estratégicas. Ele facilitará o acesso a informações de mercado para a definição de uma política eficiente, organizada e baseada em dados reais, através de intercâmbio com entidades nacionais e internacionais. Fornecerá também suporte para o planejamento do setor e a construção de uma política sustentável para a cafeicultura brasileira.

De acordo com o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas, Silas Brasileiro, o Centro de Inteligência do Café terá condições, por intermédio de seus conselhos, de beneficiar toda a cafeicultura nacional, atendendo à cadeia por inteiro. "O CIC foi lançado em Minas Gerais com o suporte das entidades de todos os segmentos do agronegócio café, universidades e centros de pesquisa, e essas parcerias serão consolidadas e ampliadas", acrescenta. "A iniciativa repercutiu positivamente e de forma extraordinária em toda a cadeia café, e por isso acreditamos que a posse dos conselheiros terá cobertura da imprensa nacional e internacional."

Consultivo e técnico

O CIC é um órgão consultivo e técnico, com as funções de formular análises, estatísticas e informações estratégicas. Ele facilitará o acesso a informações de mercado para a definição de uma política eficiente, organizada e baseada em dados reais, através de intercâmbio com entidades nacionais e internacionais. Fornecerá também suporte para o planejamento do setor e a construção de uma política sustentável para a cafeicultura brasileira.

Com a posse dos membros dos Conselhos Gestor e Técnico, as metas e propostas do CIC serão consolidadas, enfatiza Silas Brasileiro. "Essa etapa foi prevista no lançamento do CIC, por intermédio da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas, a qual contou com o apoio do Agrominas, um dos Projetos Estruturadores do Estado que tem entre seus objetivos promover a difusão de tecnologia e marketing do café."

O Centro de Inteligência do Café tem sua origem no Estado que é o maior produtor do país, com 50% da produção nacional e o faturamento de R$ 4,3 bilhões por ano. Além de apresentar esses resultados, Minas Gerais exportou 17 milhões de sacas, em 2004, o que coloca o produto em segundo lugar na pauta de exportações estaduais, perdendo apenas para o minério. O secretário Silas Brasileiro lembra também que a cadeia do café gera 4 milhões de empregos em Minas. Ela chega a ser mais importante na área social do que na econômica, pois é a cadeia produtiva que mais distribui renda. Segundo Silas Brasileiro, 70% dos cafeicultores são pequenos agricultores.

O secretário acrescenta que os produtores, em geral, se beneficiarão do Centro de Inteligência do Café, aprimorando o planejamento de seus negócios. Ele observa que, nos últimos anos, o preço do café chegou a ficar abaixo do custo de produção e em 2004 a saca foi vendida em média por R$ 200,00. Neste ano, o preço chegou a R$ 350,00. "Como o preço melhorou, não podemos plantar mais café, ou haverá uma super oferta no futuro e os preços voltarão a cair", adverte. Na opinião do secretário, com a elevação dos preços, o ideal é investir na melhoria dos tratos culturais para que as lavouras se tornem mais produtivas, não havendo razão para o aumento das áreas plantadas. Silas Brasileiro acrescenta que os produtores devem agora se preocupar também com a rastreabilidade, com a certificação e com a qualidade do café colocado no mercado.

Segundo o secretário de Agricultura de Minas Gerais, o Centro de Inteligência do Café vai levar esse tipo orientação para toda a cadeia trabalhar em sintonia, tendo em vista o mesmo propósito. Esse trabalho faz parte de um dos objetivos do CIC, que é formular políticas públicas para garantir a competitividade do setor, evitando excessos de oferta e prejuízos, principalmente os agricultores, o elo não formador de preços. O CIC oferece aos empresários do agronegócio café o suporte da internet para o desenvolvimento de suas atividades. Eles poderão utilizar um banco de dados alimentado pela Universidade Federal de Lavras (Ufla), Universidade Federal de Viçosa (UFV) e Universidade de São Paulo (USP), com a participação das entidades vinculadas à Secretaria (Emater-MG, IMA, Epamig e Ruralminas), associações e cooperativas, como a de Guaxupé, maior cooperativa de café do mundo, responsável por 2,5 milhões de sacas por ano.

O CIC vai trabalhar como órgão auxiliar do Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC) e vai contar com a colaboração de instituições internacionais, como a Organização Internacional do Café (OIC), a fim de contribuir para a expansão do mercado consumidor de café. O Centro também fará a verificação "in loco" nos diversos países produtores e consumidores de café para subsidiar as decisões que serão tomadas por toda a cadeia do produto aqui no Brasil.

Conselhos reúnem cafeicultura nacional

A criação dos Conselhos Gestor e Técnico atende à proposta de promover a interação dos segmentos que compõem o agronegócio do café. As instituições representadas no Conselho Gestor são as seguintes: Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), Guivam Bueno; Associação Brasileira da Indústria do Café Solúvel (Abics), Sérgio Coimbra; Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), João Antônio Lian; Conselho Nacional do Café (CNC), Maurício Mirelli; Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Roberto Pulitti; Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), Márcio Freitas; Ministério da Agricultura (Mapa), Linneu Costa Lima.

O Conselho Gestor do CIC conta também com os secretários de Agricultura dos Estados Produtores: Minas Gerais, Silas Brasileiro; Bahia, Pedro Barbosa de Deus; Espírito Santo, Ricardo de Rezende Ferraço; Paraná, Orlando Pessuti; Rondônia, Luís Cláudio Pereira Alves; São Paulo, Antônio Duarte Nogueira Júnior.

Também integram o Conselho Gestor a Embrapa, Silvio Crestana, e a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Jacinto Ferreira. Há três membros de notório saber: Carlos Paulino da Costa, Manoel Felix Cintra Neto e Otacílio Coser. No cargo de superintendente executivo do conselho está Aguinaldo José de Lima, e a consultoria é de P&A Marketing Internacional.

O Conselho Técnico do CIC terá a seguinte composição: pelas associações: Abic, Nathan Herskowicz; Abics, Mauro Moitinho Malta; Cecafé, Guilherme Braga Abreu Pires; Conselho Nacional do Café (CNC), Alberto Duque Portugal; CNA, Thiago Masson; pelo setor de produção: Centro de Desenvolvimento Tecnológico do Café (Cetcaf), Frederico Daher; comércio: João Carlos Branco Peres; indústria de torrefação: Almir José da Silva Filho; indústria de solúvel: Hilton Nagaoka; crédito e gerenciamento de riscos, José Carlos Vaz (Banco do Brasil); insumos, Mário Barbosa; comércio e serviços ao consumidor, Frederico Fialho.

Instituições de pesquisas, universidades e institutos que integram o Conselho Técnico do CIC: Instituto de Estudos Avançados da Universidade Federal de São Paulo (IEA), Celso Vegro; Ministério da Agricultura, Elísio Contini; Consórcio Brasileiro de Pesquisa de Café, Gabriel Bartholo; Programa de Estudos dos Negócios do Sistema Agroindustrial – Pensa (USP), Maria Silvia Saes; Universidade Federal de Lavras (Ufla), Antônio Nazareno.

Integram também o Conselho Técnico: pela Secretaria de Produção e Agroenergia e Departamento do Café do Ministério da Agricultura (Spae/Decaf), Vilmondes Olegário da Silva; membros de notório saber: Américo Sato, Carlos Brando e Luiz Marcos Suplicy Haffers; superintendente executivo, Aguinaldo José de Lima; consultoria: P&A Marketing Internacional.