Produção industrial mineira mantém desempenho positivo
Dados da pesquisa mensal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que a produção industrial do Estado cresceu 8% em setembro passado, na comparação com o mesmo mês de 2007. O acréscimo foi apoiado no desempenho da indústria extrativa e da indústria de transformação.
BELO HOIZONTE (06/11/08) - A produção industrial de Minas Gerais cresceu 8% em setembro passado, na comparação com o mesmo mês de 2007. Há 27 meses o setor apresenta comportamento positivo. Os dados da pesquisa mensal do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta quinta-feira (6), revelam ainda que os indicadores acumulados, tanto para os nove meses do ano (6,6%) como para os últimos 12 meses (7,2%), registraram crescimento acima da média nacional (6,5% e 6,8%, respectivamente).
O acréscimo de 8%, na comparação com setembro de 2007, foi apoiado no bom desempenho da indústria extrativa (10,2%) e também da indústria de transformação (7,7%). A performance favorável do setor extrativo, por conta da maior extração de minérios de ferro, exerceu a segunda maior influência positiva sobre a média global. Na indústria de transformação, onde 10 dos 12 ramos investigados assinalaram expansão, coube ao setor de refino de petróleo e produção de álcool (32%) o principal destaque positivo, seguido por alimentos (10,3%) e veículos automotores (5,9%). Esses segmentos foram impulsionados, sobretudo, pelos avanços nos itens: óleo diesel e gasolina; leite em pó e esterilizado; e automóveis e veículos para transporte de mercadorias, respectivamente.
Também no corte trimestral, observa-se que o setor industrial mineiro vem sustentando resultados positivos na comparação com igual período do ano anterior. Neste terceiro trimestre de 2008, o avanço de 6,8% revelou aceleração do ritmo de crescimento, uma vez que o segundo trimestre registrou expansão de 5,9%. Este movimento, que também foi observado em nível nacional, atingiu oito dos 13 ramos industriais, sendo particularmente maior na indústria extrativa, que intensifica o ritmo produtivo ao passar de 4,1%, no segundo trimestre, para 9,2% no período julho-setembro, e em refino de petróleo e produção de álcool (de 4,4% para 16,3%).
No indicador acumulado janeiro-setembro, frente a igual período de 2007, a indústria mineira cresceu 6,6%, com a maior parte (nove) dos 13 ramos pesquisados apontando crescimento na produção. A performance do setor extrativo (8,2%) ao longo do ano, apoiado, sobretudo, na extração de minérios de ferro, foi um dos principais determinantes para o resultado positivo no índice global. Na indústria de transformação (6,4%), que também assinalou expansão, novamente o setor de veículos automotores (14,2%) responde pelo impacto positivo mais importante, pressionado, em grande parte, pelo acréscimo na fabricação de automóveis.
Também é importante ressaltar o comportamento favorável observado nos ramos de metalurgia básica (4,2%) e minerais não-metálicos (12,1%). Por outro lado, a maior contribuição negativa veio do setor têxtil (-6,9%) influenciado, em grande parte, pela redução na produção de tecidos de algodão.
Recuo
Porém, o setor industrial de Minas Gerais mostrou recuo de 0,4% na passagem de agosto para setembro, após redução de 1,8% no mês anterior. No entanto, celulose e papel (-14,3%) e fumo (-2,3%) foram as duas únicas atividades que registraram taxas negativas, pressionadas, em grande parte, pela redução na fabricação de celulose e cigarros, respectivamente.
Para o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Raphael Guimarães Andrade, os números divulgados pelo IBGE revelam mais uma vez que o Governo de Minas trabalha por um desenvolvimento sustentável, que é feito através da parceria com a iniciativa privada.
“Esta parceria tem crescido através da agilidade das ações do sistema operacional de desenvolvimento econômico, que, principalmente, por meio do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG) e do Instituto de Desenvolvimento Integrado (Indi), tem dado ao setor industrial respostas rápidas e o suporte necessário para manterem suas atividades saudáveis frente à crise mundial”, destacou o secretário.