Programa de qualificação de jovens ganha força com adesão de novos parceiros
BELO HORIZONTE (28/09/11) - A Secretaria de Estado de Esportes e da Juventude (Seej), por meio da Subsecretaria da Juventude, retomará no próximo mês as atividades do programa “Pode Crê!”. A iniciativa, que passou por reformulações, visa qualificar jovens em situação de vulnerabilidade social sobre cidadania e sexualidade. Com o novo formato, contará com as parcerias das secretarias de Estado de Saúde (SES) e da Educação (SEE).
“Nossa proposta é a de que esta ação seja extensiva a todo o Estado. Para isso, trabalharemos com ênfase na transversalidade e já começamos com parceiros de peso. Assim como em todo o Governo de Minas, nossa gestão será desenvolvida em rede”, destacou o subsecretário da Juventude, Gabriel Azevedo.
Inicialmente, o programa será introduzido nas escolas estaduais Donato Werneck de Freitas; Maria Luiza Miranda Bastos; Síria Marques; Jovem Protagonista; Flávio dos Santos; Leon Renault; Nossa Senhora do Belo; Ramo; Madre Carmelita; Ursulina de Andrade Melo; Professor Francisco Brant; Instituto de Educação de Minas Gerais; e Dr. Aurino Morais, do Centro Socioeducativo Santa Helena. Essas instituições de ensino estão localizadas em Belo Horizonte e na região metropolitana da capital.
O “Pode Crê!” tem por finalidade capacitar jovens em situação de vulnerabilidade social, com idade entre 15 e 24 anos, por meio de oficinas continuadas e gratuitas sobre diversidade sexual, relação de gênero, prevenção às Doenças Sexualmente Transmissíveis/Aids, viver com HIV/Aids, anticoncepção e a prevenção ao uso de drogas e entorpecentes. As oficinas, assim como nos anos anteriores, serão ministradas por jovens da ONG Aids Vhiver e a carga horária será de 30 horas/aula. Ao todo, 800 jovens de escolas estaduais serão qualificados.
A Subsecretaria da Juventude informa que a previsão é de que em 2012 o programa seja ampliado e atenda municípios que apresentam os maiores índices de doenças sexualmente transmissíveis e onde esteja ocorrendo um aumento da criminalidade e do uso de tóxicos e entorpecentes por jovens.
Em 2009, quando o projeto teve início, 79 jovens de vilas e favelas de Belo Horizonte e entorno foram beneficiados. Em 2010, foram atendidos mais de 250 jovens da região metropolitana da capital e de cinco cidades do interior com alto índice de contaminação do vírus HIV.