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Programa Harmonia, da Rede Minas, abre Temporada de Óperas 2011

Sexta-feira | 30/09/2011 | 13:08·Atualizado em 29/06/2013 | 06:47
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BELO HORIZONTE (30/09/11) - Programa semanal dedicado à música de concerto, o Harmonia acaba de anunciar a Temporada de Óperas 2011, uma série de exibições especiais que entram no ar nos dias 4, 5, 6, 11, 12 e 13 de outubro, sempre à 0h, na Rede Minas. Nesta temporada, serão apresentados, na íntegra, alguns dos importantes títulos já produzidos pela Fundação Clóvis Salgado, que completou 40 anos de atuação e é considerada o principal palco mineiro de ópera.

Nesse período, foram mais de 50 montagens, que incluem títulos de Bizet, Verdi, Rossini, Villa-Lobos e Debussy, entre outros renomados compositores. As gravações dos espetáculos, que deram origem à produção da série, são da Rede Minas. O objetivo é divulgar e democratizar a música de concerto, por meio de reportagens e entrevistas com uma linguagem leve e popular.

Enquanto não entra em cena a nova montagem do Palácio das Artes, La Boehme, de Puccini, o telespectador pode conferir os espetáculos da Temporada de Óperas 2011 da emissora:

4 de outubro - Os pescadores de pérolas

A ópera Os pescadores de pérolas foi encomendada a Bizet pelo diretor do teatro lírico de Paris e sua estreia, em setembro de 1863, teve recepção fria por parte do público e da crítica. A história desta obra se passa em uma praia do Ceilão, na Antiguidade, em uma comunidade de pescadores de pérolas. Ali, dois amigos disputam o amor da sacerdotisa Leila. A música desse programa é marcada por harmonias exóticas e inventivas e uma melodia esplendorosa. A montagem, realizada em 2005, tem a execução da Orquestra Sinfônica e do Coral Lírico de Minas Gerais, sob regência de Marcelo Ramos.

5 de outubro – Falstaff

A atração Falstaff foi escrita por Giuseppe Verdi em plena maturidade, quando tinha 77 anos. Sua inspiração veio de uma peça de Shakespeare: As alegres comadres de Windsor. A produção conta a história de intrigas e confusões do gordo e jocoso John Falstaff, protagonista, que vivia em Windsor, na Inglaterra, durante o reinado de Henrique Quarto, no século XV. Uma comédia de vingança e lição de honra. A trama de Verdi estreou em 1893 e, embora já tenha se passado mais de cem anos, é ainda um grande sucesso de público. A montagem, também realizada pelo Palácio das Artes, em 2007, tem a direção de José Possi Neto e conta com a participação da Orquestra Sinfônica e do Coral Lírico de Minas Gerais e de solistas convidados, todos sob a regência do renomado Luiz Fernando Malheiro.

6 de outubro – Aída

Também de autoria do compositor italiano Verdi, um dos seus mais famosos títulos, Aída é recria emocionante história de amor, guerra, traição e vingança. A ópera foi encomendada a Giuseppe em 1871 pelo vice-rei do Egito, Jediva Ismail Pascia, para a inauguração do Canal de Suez. Esse espetáculo memorável custou 200 mil francos, quantia altíssima para a época. A história, ambientada no Egito, narra a paixão do soldado Radamés pela escrava Aída. Ela, na verdade, é a princesa Etíope, filha do rei Amonasro, que está em guerra contra os egípcios, comandados pelo soldado Radamés. Além de ver o pai e o amado em luta, Aída também tem que enfrentar os ciúmes e caprichos da princesa egípcia Amneris, que é apaixonada por Radamés. O desfecho deste apaixonante história de amor e guerra o telespectador confere na Rede Minas. Realizada em 2008, tem a participação da Orquestra Filarmônica e do Coral Lírico de Minas Gerais, da Companhia de Dança do Palácio das Artes, da Banda de Música da Polícia Militar e de solistas convidados. A regência é do maestro Roberto Duarte e a direção cênica de Henrique Passini.

11 de outubro – Macbeth

Para iniciar a segunda semana da exibição da Temporada de Ópera 2011 do programa Harmonia, a Rede Minas traz mais um dos sucessos montados pelo Palácio das Artes, em 2009. Nesta edição, Macbeth foi a primeira obra de Shakespeare que Verdi transformou em ópera. O compositor ficou fascinado pela narrativa de poder escrita pelo autor inglês e achou que seria um ótimo argumento para nova ópera. Composta em 1847, Macbeth se passa na Escócia e na Inglaterra do século XI. A narrativa conta a história do guerreiro escocês que, diante das profecias de que se tornaria rei, é instigado pela esposa, Lady Macbeth, a matar o monarca Duncan, para tomar o seu lugar. A ópera tem direção cênica de Cléber Papa e direção musical e regência de Fábio Mechetti. Em cena, solistas convidados se apresentam ao lado da Orquestra Filarmônica e do Coral Lírico de Minas.

12 de outubro - La Traviata

Um dos maiores sucessos de Verdi, o telespectador assiste, na íntegra, a ópera La Traviata, montagem realizada pelo Palácio das Artes, em 2010. A estreia da peça foi no Teatro La Fenice, em 1853, tendo sido verdadeiro fracasso. A ópera, que tem libreto baseado no livro A dama das camélias, de Alexandre Dumas, recebeu inúmeras críticas ao levar para os palcos a história da cortesã violeta Valery. Mas, com o tempo, La Traviata se tornou um dos grandes clássicos do repertório operístico, sucesso infinitamente montado e remontado nas salas de concerto de todo mundo. A história, que se passa na Paris do século XIX, narra a paixão do jovem Alfredo pela cortesã violeta Valery. Um relacionamento que vai colocar em cheque as relações familiares de Alfredo, o amor e a própria vida de Violeta. A montagem traz a participação da Orquestra Sinfônica e do Coral Lírico de Minas e de solistas convidados, com direção de Mario Corradi e regência de Roberto Tibiriçá.

13 de outubro - Andrea Chenier

No último programa da Temporada de Ópera 2011 do Harmonia, a Rede Minas presenteia o telespectador com a exibição da montagem Andréa Chenier, de Umberto Giordano. Estreada em 1896 no Teatro Scalla, em Milão, Andrea Chenier conta a história do poeta francês de mesmo nome que, em um encontro nos salões da corte, começa a declamar sobre a miséria vivida pelos cidadãos comuns, o que ofende a maioria dos nobres presentes, com exceção da jovem Madalena, por quem o poeta se apaixona. A partir daí, Chenier se une aos partidários da Revolução Francesa, que proclamou os princípios universais de liberdade, igualdade e fraternidade. Após este episódio, desenrola-se uma série de conflitos. Com libreto de Luigi Illiaca e música de Umberto Giordano, a ópera entrou para a história da música como um dos fortes títulos do estilo verista. A montagem tem direção de André Helle-Lopes e é fruto de uma parceria entre o Palácio das Artes e o Teatro Municipal de São Paulo, em 2010. Participam da apresentação a Orquestra Filarmônica, o Coral Lírico de Minas Gerais e solistas convidados, sob regência de Luiz Fernando Malheiro.