Projeto da Faop vence Programa Monumenta/BID
OURO PRETO (25/11/05) – A Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop), órgão da Secretaria de Estado de Cultura, recebeu a melhor classificação do Brasil entre os projetos escolhidos pelo Programa Monumenta/BID, do Banco Mundial. Com nota 85, a Faop vai receber recursos de R$ 580 mil para o projeto de Implantação e Capacitação do Núcleo de Ofícios de Ouro Preto. Outros R$ 145 mil serão investidos como contrapartida do Governo de Minas, totalizando R$ 725 mil.
Desenvolvido em parceria com a Universidade de Ouro Preto e o Cefet, o projeto da Faop teve maior pontuação do que outros de Olinda (PE) e Rio de Janeiro. O projeto de Implantação e Capacitação do Núcleo de Ofícios visa à formação de oficiais capacitados a intervir de forma coerente e consciente na construção e restauração de edifícios preservados em Ouro Preto e cidades da região. Serão ministrados cursos de pedreiro, carpinteiro, canteiro. Somado a isso, será feito também um trabalho informativo e educativo sobre preservação e os valores culturais que garantem a identidade coletiva local.
Parcerias
A presidente da Fundação de Arte de Ouro Preto, Ana Pacheco, afirma que o projeto do Núcleo de Ofícios da Faop ter sido escolhido pelo Programa Monumenta/Bid consolida profícuas parcerias entre entidades que primam pela produção científica, educacional e extensionista (Faop, Cefet e Ufop), apoiados pelas prefeituras de Ouro Preto e de Mariana, Iphan, Iepha e Associação das Cidades Históricas de Minas Gerais.
Além de ser premiada pelo Programa Monumenta/Bid, a Fundação de Arte de Ouro Preto está recebendo R$ 2 milhões para a recuperação da Casa Bernardo Guimarães. No local, funcionará o Núcleo de Ofícios da Faop. Os recursos são por intermédio do Programa Avança Minas, do Governo Estadual. O edital para o início das obras será publicado até o final deste mês.
Faop
A Fundação de Arte de Ouro Preto nasceu de uma iniciativa do governador Israel Pinheiro, com base em sugestão do poeta Vinícius de Moraes e da atriz Domitila Amaral, visando a oferecer à antiga capital mineira instrumento capaz de incentivar sua vocação de centro polar da cultura. Ao perceber a dimensão da proposta, Israel Pinheiro chamou o escritor Murilo Rubião, a quem entregara outras missões no campo cultural, e confiou-lhe a tarefa de implantar a Faop, devidamente criada por Lei Estadual.
Hoje a Faop atua em todo Estado de Minas Gerais. Ao ampliar consideravelmente o raio de seu desempenho na linha ampliada pela Secretaria de Estado de Cultura, torna-se parceira de organizações públicas e não governamentais em trabalhos para a conservação e restauração da herança cultural dos mineiros.
O fundamento dessa irradiação é a Escola de Arte Rodrigo Mello Franco de Andrade, concebida pelos artistas Nello Nuno e Anna Amélia Lopes de Oliveira e incorporada à Faop também na presidência de Murilo Rubião. O curso de restauração, regido pelo pioneirismo de Jair Afonso Inácio, forma especialistas e interage com instituições das diferentes regiões do Estado, abrindo perspectivas para diversas demandas.
Ao imponente solar da rua Getúlio Vargas, antiga Rua do Sacramento, onde funcionou o Ginásio Mineiro no período colonial, recuperado sob orientação do arquiteto Roberto Lacerda, soma-se o belo casarão do Largo de Antônio Dias, que pertenceu ao homem público Pedro Aleixo e foi restaurado graças à dedicação da arte-educadora Vera Pinheiro, então presidente da Faop. Em ambos os prédios, atuam professores e alunos, atraindo a comunidade e artistas de várias partes do Brasil.
Agência Minas
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