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Projeto dará apoio a escolas em áreas de risco

Projeto dará apoio a escolas em áreas de risco

Quarta-feira | 09/07/2003 | 00:00·Atualizado em 24/06/2013 | 08:17
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O governador Aécio Neves e a secretária de Estado de Educação, Vanessa Guimarães Pinto, lançam nesta quinta-feira, às 15 horas, no Palácio da Liberdade, o Projeto Escola Viva, Comunidade Ativa. Trata-se de um plano de apoio às escolas situadas em áreas de risco social, que tem como objetivo torná-las mais bem preparadas para atender àqueles educandos mais afetados pela violência e exclusão social. No dia 12, sábado, as escolas contempladas pelo projeto abrirão suas portas para apresentar o projeto à comunidade.

Reduzir a violência é um dos pontos essenciais do projeto, mas não o único. A democratização da escola, a sua integração com a comunidade e a garantia das condições básicas de funcionamento da instituição são os outros pressupostos básicos das ações estratégicas do projeto.

O Escola Viva está dividido em três fases e atenderá às instituições de ensino situadas em áreas consideradas de maior risco social, conforme classificação da Secretaria de Defesa Social do Estado. A Secretaria de Estado de Educação também firmou parceria com o Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública (Crisp), da UFMG, para realizar uma pesquisa nessas escolas, com o objetivo de traçar o seu perfil e construir indicadores, a fim de orientar projetos de políticas públicas voltadas para a prevenção da violência escolar.

Na primeira etapa, a secretaria estadual investirá cerca de R$ 9 milhões na recuperação das condições de infra-estrutura e na instalação de equipamentos de uso pedagógico, como computadores, e destinados à segurança, como sistemas eletrônicos de vigilância. Em contrapartida, os diretores e professores deverão elaborar, junto com a comunidade, um Plano de Desenvolvimento Pedagógico e Institucional, do qual constem as atividades que cada escola desenvolverá para integrar-se à comunidade e garantir atividades aos seus alunos, inclusive nos finais de semana.

Na primeira fase, o projeto atenderá 70 escolas estaduais e 36 municipais da Capital. Nas etapas seguintes, o projeto será estendido a outras escolas da região metropolitana e do interior do Estado.