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Projeto do Museu Mineiro é semifinalista de prêmio nacional

Sexta-feira | 08/10/2010 | 18:29·Atualizado em 17/06/2013 | 22:20
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BELO HORIZONTE (08/10/10) - O Projeto O Museu Guardas, desenvolvido pelo Museu Mineiro, ligado à Superintendência de Museus da Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais, acaba de ser selecionado entre os semifinalistas do Prêmio Cultura Viva, do Ministério da Cultura (Minc). Segundo o diretor do Museu Mineiro, Francisco Magalhães, o projeto, que foi selecionado e figura entre os 120 semifinalistas, concorreu com outros dois mil projetos de todo o Brasil.

Magalhães explica que o projeto “permite o encontro e o diálogo entre a instituição e a cultura popular, fazendo do museu uma instituição viva e contemporânea”. Magalhães ainda afirma que “independentemente da premiação final, essa colocação já é uma posição importante, pois dará ao Guardas o selo do Programa Cultura Viva”.

Para o diretor, o projeto tem como objetivo possibilitar a investigação e a comunicação como alternativas para seus frequentadores, fazendo com que o museu cumpra o seu papel de núcleo de irradiação de conhecimentos e práticas no campo da museologia. Ele também pretende estabelecer diálogos com o patrimônio imaterial do Estado e com seu acervo, além de consolidar sua vocação de centro cultural, apreendida em sua diversidade em todo o território de Minas Gerais.

Desde sua criação, em 2006, foram realizados 21 encontros no âmbito do projeto, com visitação de 49 grupos de congadeiros. As ações promovidas contaram com 98 colaborações de profissionais da arte e da cultura. Entre os anos de 2006 e 2008, O Museu Guardas recebeu 5.227 participantes presenciais (congadeiros, colaboradores e visitantes). Desde 2008, o Museu Mineiro encontra-se em reforma, tendo realizado ações externas - o projeto convidou grupos de congadeiros para a celebrarem, nas cidades de Cordisburgo e Sete Lagoas, o acervo exposto nas mostras do Projeto Vitrines Itinerantes. A soma dos participantes nessas ações externas foi de 227 indivíduos.

O que é o Projeto O Museu Guardas

O projeto realiza a visitação de grupos de Congadeiros ao acervo exposto do Museu Mineiro, em Belo Horizonte. É como um encontro entre a entidade pública, o Museu - unidade de preservação e memória responsável pela guarda do objeto material -, com indivíduos responsáveis pela guarda do objeto imaterial, característica que envolve objetos preservados e expostos pelo Museu.

Francisco Magalhães explica que, “atrelado à visitação realizam-se ações que contam com a participação de segmentos da comunidade: visitantes, artistas, professores, músicos, dançarinos, escritores... Durante a visita/celebração, trabalha-se conceitualmente um acervo que retrata a miscigenação mineira, característica da formação do brasileiro”.

No projeto cria-se interface entre a dança, as artes visuais e a música, possibilitando um ambiente no qual o aspecto sagrado da arte é recuperado e os aspectos intangíveis da cultura se apresentam como parte do acervo operacional do Museu.

Da contextualização

Uma das funções do Museu é divulgar a memória, não uma memória que reviva o passado como repetição ou conservação, mas aquela que se coloca a serviço da transformação, que repense e reconstrua a experiência do passado, de um momento histórico, de um fato específico.

O Museu Guardas também possibilita que indivíduos de diversos extratos socioculturais convivam nesse lugar. E no convívio entre os participantes, forja-se o entendimento do museu como espaço coletivo, um território de trocas e de diálogos.