Projeto Pode Crê! concorre a prêmio oferecido pela Central Única das Favelas
Depois de ter vencido a etapa estadual do Prêmio Anu, promovido pela Central Única das Favelas (Cufa), o projeto Pode Crê!, do Governo de Minas, agora concorre na etapa nacional do concurso. O objetivo do prêmio é destacar e reconhecer os projetos sociais realizados nas vilas e favelas do país. A votação é popular e pode ser feita pelo site do Prêmio Anu.
BELO HORIZONTE (12/01/11) - Depois de ter vencido a etapa estadual do prêmio ANU, promovido pela Central Única das Favelas (Cufa), o projeto Pode Crê!, do Governo de Minas, agora concorre na etapa nacional do concurso. O objetivo do prêmio é destacar e reconhecer os projetos sociais realizados nas vilas e favelas do país.
Coordenado pela Secretaria de Estado de Esportes e da Juventude (Seej), em parceria com a ONG Aids Vhiver, o Pode Crê! foi eleito campeão em Minas Gerais por meio de votação popular. Para a etapa nacional, o sistema é o mesmo, e a votação pode ser feita pelo site www.premioanu.com.br até o dia 7 de fevereiro.
Na mesma data, acontecerá a premiação, que será realizada no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. Os organizadores entregarão o troféu Anu de Ouro às iniciativas vencedoras de cada estado, além de contemplar com o troféu Anu Preto a iniciativa que mais tiver se destacado em todo o país.
Anu-Preto é um pássaro presente em todo o Brasil, encontrado em pastagens, campos, jardins, entre outras áreas abertas. A ave é conhecida como símbolo do agouro, mas a Cufa escolheu o Anu como o seu maior símbolo para fortalecer a cultura negra.
Pode Crê!
O Pode Crê! tem por finalidade capacitar jovens em situação de vulnerabilidade social, com idade entre 15 e 24 anos, em oficinas continuadas e gratuitas sobre diversidade sexual, relação de gênero, prevenção às DST/Aids, viver com HIV/Aids, anticoncepção, prevenção ao uso de drogas e entorpecentes, entre outros.
Para tanto, são realizados encontros em cada comunidade para formar jovens multiplicadores de ações de educação, saúde e cidadania. As oficinas têm carga horária de 30 horas/aula, e os jovens debatem moral e ética, relação de gênero, prevenção às DST/Aids e às drogas, gravidez não planejada e viver com Aids. As aulas são ministradas por jovens integrantes da ONG Vhiver. Soropositivos, eles relatam as próprias experiências.
Em 2009, quando o projeto teve início, 79 jovens de vilas e favelas de Belo Horizonte e entorno foram beneficiados. Em 2010, foram atendidos mais de 250 jovens da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) e de cinco cidades do interior com alto índice de contaminação do vírus HIV.