Projeto promove educação ambiental no Sudoeste de Minas
BELO HORIZONTE (26/04/06) – O Pato Mergulhão apresentou-se hoje no Congresso Mineiro de Biodiversidade (Combio), em Belo Horizonte. Mascote do projeto ‘Pato aqui, água acolá’, criado pela organização não-governamental Instituto Terra Brasilis, a espécie é uma das dez mais ameaçadas de extinção do mundo e presente em Minas ao longo do rio São Francisco.
O projeto ‘Pato aqui, água acolá’ é desenvolvido nos municípios de São Roque de Minas e Vargem Bonita, nas proximidades do Parque Nacional da Serra da Canastra, local que abriga as nascentes do rio São Francisco. “A idéia é sensibilizar e mobilizar as comunidades locais, principalmente a escolar, por meio de apresentações teatrais e exposições itinerantes”, observou a presidente do Terra Brasilis, Sônia Riqueira.
O pato mergulhão (Mergus octosetaceus) está presente em rios de águas claras, sendo muito sensível à degradação de seu hábitat, o que o torna um indicador da qualidade ambiental. A região da Serra da Canastra abriga a maior população da espécie no Brasil.
Sônia Rigueira conta que a presença carismática do mascote do projeto serve como instrumento de valorização do ambiente local, facilitando o resgate de práticas sustentáveis e a discussão de ações de recuperação e conservação ambiental. “O mascote permite diferentes abordagens da temática ambiental, como a qualidade da água, conservação de fauna e flora e a degradação ambiental”, afirmou.
O projeto permitiu constatar que a educação ambiental articulada com atividades artísticas nas escolas é um instrumento eficaz para se promover a conservação das águas da Serra da Canastra, disse a presidente do Terra Brasilis. O ‘Pato aqui, água acolá’ também promove estudos das relações entre as diversas espécies da fauna e da flora da região.
Agência Minas
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