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Projeto Terças Poéticas celebra dois anos de existência

Segunda-feira | 02/07/2007 | 09:34·Atualizado em 30/05/2013 | 22:52
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BELO HORIZONTE (02/07/07) - Em comemoração ao segundo ano do projeto Terças Poéticas, a Fundação Clóvis Salgado programou uma grande festa da poesia para a edição desta terça-feira (3). Serão quatro espetáculos diferentes, em linguagens variadas e reunindo grandes artistas, como Ana Gusmão, Gilberto Mauro, Wallace Armani, Michel Mingote, Cleber Cabral, Rafael Carneiro e Reynaldo Bessa. As apresentações começam às 18h30, nos Jardins Internos do Palácio das Artes, e têm entrada franca.

Com o objetivo de abrir espaço e criar público para a poesia, o Terças Poéticas foi criado em julho de 2005, sendo realizado pela Fundação Clóvis Salgado em parceria com o Suplemento Literário e apoio cultural da Rádio Inconfidência e da Rede Minas. Desde o seu surgimento, o projeto teve 64 edições, onde se apresentaram 95 poetas. Ao longo destes dois anos, o Terças Poéticas também prestou homenagem a 75 poetas já falecidos, incluindo grandes nomes da literatura nacional e internacional. Entre os homenageados, destacam-se escritores como Emily Dickinson, Waly Salomão, Patativa do Assaré, Rosário Fusco e João Boamorte.

Leia abaixo as informações de cada performance que será apresentada no Terças Poéticas desta semana.

• Sábado da Carne - poemas de Mário de Sá Carneiro, com Ana Gusmão e Gilberto Mauro

Mário de Sá Carneiro nasceu em Lisboa, em maio de 1889. Sua estréia no mundo da arte e literatura aconteceu em 1912, publicando a peça Amizade, escrita em parceria com Tomás Cabreira Júnior. No mesmo ano, lançou a coletânea de novelas Princípio, e nessa época iniciou uma série de correspondências com o escritor Fernando Pessoa. Em 1915, o autor português publicou Céu em fogo, além de escrever outras novelas e participar do grupo modernista em Portugal, no lançamento da revista Orpheu. Ainda em 1915, Mário de Sá regressa a Paris, onde faleceu em 1916.

• Mar Alheio- poema de Lúcio Cardoso, musicado e interpretado por Wallace Armani

Lúcio Cardoso estreou como escritor em 1934 com o romance Maleita. No ano seguinte, publica os romances Salgueiro, A luz no subsolo, em 1936, e a novela Mãos vazias, em 1938. Lúcio publicou ainda o livro de contos infantis Histórias da Casa Grande, em 1939, e a novela O desconhecido, em 1940. Sua estréia na poesia aconteceu em 1941, com Poesias, lançando o seu segundo livro de poemas Novas Poesias, em 1944. Em 1959 publica o romance Crônica da Casa Assassinada, que representou a consagração definitiva do autor.

• Pista de Dança - poema de Waly Salomão, recriado por Michel Mingote, Cleber Cabral e Rafael Carneiro

Waly Salomão nasceu em Jequié, na Bahia, e nos anos 60 aproximou-se de artistas que faziam parte do movimento tropicalista, como Torquato Neto, Gal Costa, Maria Bethânia, Caetano Veloso, Gilberto Gil e Jards Macalé. Poeta e letrista, produtor cultural e diretor artístico, é co-autor de músicas como Mel e Talismã, com Caetano Veloso, Balada de um Vagabundo, com Roberto Frejat e gravada por Cazuza e Vapor Barato, com Jards Macalé. Salomão lançou seu primeiro livro de poemas em 1971, com textos escritos durante uma temporada passada na prisão. Outros de seus livros foram Gigolô de Bibelôs, Surrupiador de Souvenirs, Lábia e Tarifa de Embarque. Waly Salomão faleceu em maio de 2003, no Rio de Janeiro.

• Com os Dentes - poetas musicados e interpretados por Reynaldo Bessa

Poemas musicados e gravados no disco Com os Dentes e seus respectivos autores: “Sozinho”, de José Luis Peixoto, português de Galveias, “Morena”, de Auta de Souza, norte-rio-grandense de Macaíba, “Cartas de amor”, de Fabrício Carpinejar, gaúcho de Caxias do Sul, “Canção do exílio”, de Marcelo Alvarez, paulista de São Paulo, “Na esquina”, de Alice Ruiz, paranaense de Curitiba, “Hão de chorar por ela os cinamomos”, de Alphonsus de Guimaraens, mineiro de Ouro Preto, “Cantilena prévia”, de Carlos Drummond de Andrade, mineiro de Itabira, “Tambor”, de Ricardo Corona, paranaense de Pato Branco, “Leda”, de Paulo Leminski, paranaense de Curitiba, “Arranjo de rouxinol e gloxíneas”, de Wilmar Silva, mineiro de Rio Paranaíba, “E suma com eles...”, de Charles Bukowski, alemão de Andernach.