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Projetos desenvolvidos pela Epamig são aprovados por Ministérios

Quarta-feira | 06/01/2010 | 18:01·Atualizado em 14/05/2013 | 20:55
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BELO HORIZONTE (06/01/10) - Cinco projetos da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig) foram aprovados pelos Ministérios de Ciência e Tecnologia e Desenvolvimento Agrário, através do edital MCT/CNPq/MDA/SAF/Dater, Nº 033/2009. O edital seleciona projetos inovadores no ensino e aprendizagem em extensão rural, geração de pesquisas voltadas para a construção e transferência de conhecimentos em tecnologias apropriadas para a agricultura familiar e na qualificação de técnicos extensionistas.

Dos projetos de validação, experimentação e disponibilização de inovações tecnológicas apropriadas para a agricultura familiar, a Epamig foi a instituição das Organizações Estaduais de Pesquisa Agropecuária (Oepas) com o maior número de aprovações. Dos 73 projetos aprovados, 11 foram para as Oepas, sendo quatro da empresa mineira.

O edital é promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), por meio do Departamento de Assistência Técnica e Extensão Rural da Secretaria de Agricultura Familiar (Dater/SAF), em parceria com o Ministério de Ciência e Tecnologia (MCT), por intermédio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Um dos projetos aprovados foi da área de pesquisa em experiências inovadoras no ensino, aprendizagem e intervenção em extensão rural e quatro na área de validação, experimentação e disponibilização de inovações tecnológicas apropriadas para a agricultura familiar, sendo um deles “Avaliação do grau de conformidade e inserção de cafeicultores de economia familiar na certificação no comércio justo (Fair Trade)”, coordenado pela pesquisadora Sara Chalfoun. De acordo com a pesquisadora, o projeto avaliará as condições atuais da rentabilidade, da produção e da qualidade de vida de duas associações de cafeicultores de economia familiar, localizadas no Sul de Minas, maior região produtora do estado. Outros objetivos com este trabalho são melhorar a qualidade do café, atualmente produzido por estes cafeicultores através de orientações técnicas e consultorias; identificar linhas de crédito visando a melhoria das infraestruturas das propriedades; adquirir outras certificações existentes - Certifica Minas Café, Código Comum para a Comunidade Cafeeira (4C) - e comparar os resultados alcançados sob os aspectos econômicos, produtivos e sociais de propriedades certificadas em relação às não certificadas.

Também foi aprovado o projeto “Hortaliças nãoconvencionais: Alternativa de diversificação de alimentos e de renda para agricultores familiares de Minas Gerais”, da pesquisadora Marinalva Pedrosa. Este projeto objetiva promover a alimentação adequada e saudável; multiplicar materiais propagativos das espécies das hortaliças nãoconvencionais, cuja presença observada seja expressiva nas regiões; implantar, em áreas comunitárias, unidades de validação de tecnologia apropriada para a produção de hortaliças nãoconvencionais; além de disponibilizar as práticas e as tecnologias geradas com a participação dos agricultores familiares.