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Notícia

Publicada resolução sobre fomento à Iniciação Científica da Escola Integral e Integrada em Minas Gerais

São três os eixos de pesquisas prioritários: Territórios de Iniciação Científica (TICs); Núcleos de Pesquisas e Estudos Africanos, Afro-brasileiros e da Diáspora e Conexões de Saberes

Quinta-feira | 17/08/2017 | 18:07·Atualizado em 17/08/2017 | 18:03
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O Governo de Minas Gerais deu mais um importante passo para o fomento à iniciação científica e o desenvolvimento de pesquisas nas escolas da rede estadual de ensino mineira. Por meio da Secretaria de Estado de Educação (SEE), foi publicada no Diário Oficial do Estado a Resolução SEE nº 3.553, que indica, no âmbito da Educação Integral e Integrada, os marcos da política de investigação e pesquisa na Educação Básica.

De acordo com o documento, serão apoiados projetos em todas as áreas de conhecimento, com prioridade para aquelas que se vinculam a um desses eixos: os Territórios de Iniciação Científica (TICs); os Núcleos de Pesquisas e Estudos Africanos, Afro-brasileiros e da Diáspora (UBUNTU/NUPEAAs); e o Conexões de Saberes (COSEM), coletivos de pesquisa que atuarão na realização de diagnóstico e estudos continuados sobre demandas específicas dos estudantes de origem popular, oriundos de periferias urbanas e população em situação de itinerância.

“É fundamental a inserção da pesquisa no currículo do Ensino Médio. É um novo olhar para os jovens estudantes e para os docentes da Educação Básica que, agora, terão um espaço favorável à pesquisa, à iniciação científica e a uma nova forma de pensar o fazer docente no ambiente educacional”, aponta a secretária da SEE, Macaé Evaristo. 

Os projetos de pesquisa serão selecionados por meio de critérios definidos em editais específicos e adesão das escolas e estudos estratégicos para o desenvolvimento da Educação Básica no estado.

Os Territórios de Iniciação Científica (TICs) apostam na interação entre a Educação Básica e o Ensino Superior para que a realidade, os anseios e as trajetórias de vida dos jovens do Ensino Médio e os problemas que enfrentam em seus territórios tornem-se objetos de pesquisa. O eixo Conexões e Saberes propõe, por meio de instrumentos metodológicos específicos, a elaboração de um diagnóstico global e participativo sobre as possíveis variáveis que geram a evasão escolar no Ensino Médio.

Os Núcleos de Pesquisas e Estudos Africanos, Afro-brasileiros e da diáspora (UBUNTU/NUPEAAs) têm como enfoque a promoção da igualdade racial pautada no reconhecimento da diversidade como elemento preponderante para o desenvolvimento escolar.

“A iniciação científica vai ao encontro dos desejos das nossas juventudes do Ensino Médio, que pleiteiam entrar no ambiente acadêmico, algo que é distante para alguns, principalmente, negros e negras que vivem nas periferias. Nesse sentido, os NUPEAAS vêm dizer a esses jovens que eles também são capazes e têm plenas condições de estar na Universidade”, afirma a superintendente de Modalidades e Temáticas Especiais de Ensino da SEE, Iara Pires Viana. 

Os Núcleos compõem agenda da Campanha Afroconsciência, que visa a efetivação da lei nº 10.639/03, que estabelece a obrigatoriedade da inclusão no currículo oficial da Educação Básica da temática "História e Cultura Afro-Brasileiras".

Em 6 de junho deste ano, o Governo do Estado lançou, na Escola Estadual Governador Milton Campos (Estadual Central) o “Programa de Iniciação Científica no Ensino Médio”, uma parceria da SEE com a Fundação de Apoio à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig), Instituto Unibanco, Ação Educativa e Observatório de Favelas. 

Durante o encontro, a secretária de Educação, Macaé Evaristo, e o gerente de Planejamento e Articulação do Unibanco, Thiago Borba, assinaram um protocolo de intenções entre a SEE e o instituto. O documento estabeleceu um acordo de cooperação técnico-científica e cultural entre os órgãos para execução do projeto “Conexões de Saberes”, que visa à produção de conhecimentos sistemáticos e ordenados sobre as razões da evasão escolar no Ensino Médio. A execução do projeto ficará por conta da Organização de Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), Observatório das Favelas.