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Rede de pesquisa prioriza segurança em transfusão sangüínea

Sexta-feira | 27/03/2009 | 13:09·Atualizado em 01/07/2013 | 00:13
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BELO HORIZONTE (27/03/09) - Aumentar a segurança dos usuários de bancos de sangue é o principal objetivo da Rede Brasileira de Pesquisas em Segurança Transfusional, criada nessa quarta-feira (25), durante reunião na sede da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), em Brasília. A Rede é formada por hemocentros e Fundações de Amparo à Pesquisa (FAPs) de sete estados brasileiros, entre eles, Minas Gerais.

Na parceria, os hemocentros serão responsáveis por desenvolver pesquisas que levem à melhoria e ao aumento da segurança transfusional, especialmente no sentido de desenvolver novas tecnologias que promovam maior segurança ao usuário. Às FAPs caberá o financiamento das pesquisas, que também contarão com recursos do Ministério da Saúde, via Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), e do Centro Nacional do Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

A Rede conta com um comitê gestor formado por representantes de todas as instituições envolvidas. Além dos hemocentros e das agências financiadoras, a Rede tem a parceria da Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás) e do National Institutes of Health (NIH), dos Estados Unidos. De acordo com a presidente da Fundação Hemominas e representante da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) no comitê, Anna Bárbara de Freitas Proietti, a Rede Brasileira de Segurança Transfusional vai funcionar como outras que já estão em funcionamento; ou seja, em sistema cooperativo, com projetos de pesquisa multicêntricos, geridos por uma central executiva, ainda não definida, que será sediada em um dos estados participantes.

Além de Minas Gerais, participam da Rede os estados de Pernambuco, São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Amazonas e o Distrito Federal. Segundo Proietti, o ingresso de outros estados é bem-vindo, obedecendo sempre ao critério de que haja uma parceria entre o hemocentro e a FAP regional. A coordenação nacional da Rede fica à cargo de Ester Sabino, pesquisadora da USP, e cada estado possui sua própria coordenação. Em Minas Gerais, o responsável deve ser definido em breve.

Início das pesquisas

Proietti adianta que os trabalhos da Rede terão início imediato. No primeiro instante, haverá o nivelamento dos trabalhos entre todos os estados participantes. Segundo ela, Minas Gerais, São Paulo e Pernambuco estão um passo à frente, uma vez que já participam do Estudo Multicêntrico Internacional em Doadores de Sangue (Reds), financiado pelo Instituto de Pesquisas em Sangue da Califórnia (EUA). "Depois, vamos trabalhar com a questão da triagem clínica e sorológica do doador e sua motivação para doar. Saber o que leva o doador ao banco de sangue pode nos ajudar, por exemplo, em campanhas de captação do doadores", diz a presidente do Hemominas.

De acordo com ela, a Rede também vai atender demandas do Ministério da Saúde e da Anvisa, contribuindo para a tomada de decisões técnicas e políticas. "Podem ser formuladas questões de pesquisa para que os hemocentros possam responder às necessidades de pesquisa que o Ministério e a Anvisa têm, como, por exemplo, saber se um produto é seguro", explica.