Rede Fhemig está no seleto grupo de organizações capazes de oferecer residência em Toxicologia
O Hospital João XXIII é um dos poucos do Brasil que reúne condições para a oferta da residência em Toxicologia Médica já em 2014
O Hospital João XXIII, da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Rede Fhemig), se prepara para oferecer, possivelmente a partir de 2014, a residência em Toxicologia Médica, também denominada Toxicologia Clínica.
Reconhecida no final do ano passado pelo Conselho Federal de Medicina, a Toxicologia Médica era, até então, apenas uma disciplina dos cursos de medicina brasileiros.
Com o reconhecimento, a Rede Fhemig, maior instituição não acadêmica a formar residentes no Estado, é uma das poucas organizações de saúde do Brasil que reúne condições para a oferta da residência em Toxicologia Médica já em 2014. A expectativa é que ela seja a primeira no país.
A nova residência está em processo de formatação na Rede Fhemig e pretende preencher lacuna representada pela ausência da área na formação dos profissionais de medicina. A criação da residência em Toxicologia Clínica permitirá a consolidação da área, bem como a disseminação do conhecimento e a descentralização do atendimento.
O atual programa, aprovado pela Comissão Nacional de Residência Médica, é fruto do trabalho conjunto do coordenador da Unidade de Toxicologia e do Centro de Informação e Assistência Toxicológica (Ciat) do Hospital João XXIII, Délio Campolina, e do presidente da Associação Brasileira de Centros de Informação e Assistência Toxicológica (Abracit), Fábio Bucaretchi, e colaboradores.
A resolução do Conselho Federal de Medicina foi motivada, entre outras razões, pelo desenvolvimento formal da Toxicologia Clínica como área independente e multidisciplinar nos últimos 60 anos.